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segunda-feira, 17 de maio de 2010

VISÕES MILENARISTAS ANTERIORES À CHEGADA DO DISPENSACIONALISMO

VISÕES MILENARISTAS ANTERIORES À
CHEGADA DO DISPENSACIONALISMO

por Mark Sarver

INTRODUÇÃO

Raramente é possível que, aqueles que trabalham no evangelho, possam escapar à necessidade de auxiliar as pessoas que foram influenciados através de dispensacionalismo moderno. Nós vivemos em uma era inundada com pregações dispensacionalistas, livros, escolas, e até mesmo Bíblias de Estudo dispensacionalistas. O ensino de dispensacionalismo tem ultrapassado com sucesso os limites das denominações protestantes mais importantes. Ligue o rádio e você ouvirá uma provisão fixa deste ensino que é a radiodifusão da maioria das estações evangélicas.

O dispensacionalismo não só tem uma influencia extensivamente penetrante, mas, também, intensivamente penetrante. Normalmente, os que abraçam seus ensinos, como um sistema, são afetados em quase todas as áreas do seu pensamento teológico. Seu efeito sobre os que se tornaram seus alunos é tão penetrante que até mesmo aqueles que vieram a enxergar o erro de suas pressuposições básicas testemunham que as teias de aranha do dispensacionalismo permaneceram por muito tempo em seu pensamento depois de sua renúncia inicial. Eu sou testemunha, por minha experiência pessoal, que o que eu estou dizendo é verdade.

O dispensacionalismo teve este efeito tão grande porque o exagerado tamanho do material que existe sobre ele torna muito difícil tratar do assunto adequadamente em algumas pequenas conferências. Nós não podemos esperar que consigamos examinar completamente todas as suas doutrinas. Nosso objetivo básico é obter o conhecimento do seu funcionamento com suas características essenciais e as diferenças entre suas pressuposições básicas e a Palavra de Deus. Para fazer isto, nós começaremos com uma pesquisa da gênese histórica e desenvolvimento do dispensacionalismo (conforme o título deste artigo).

Nas conferências a seguir, estaremos voltados para considerar as suas pressuposições e algumas das características que, quase invariavelmente, emergem como parte do ensino e prática do dispensacionalismo. Embora estejamos entrando em refutação, nosso objetivo primário é a identificação. Estamos certos que como você se dedicou diligentemente aos estudos de teologia bíblica e sistemática, os princípios embutidos em suas almas por estas disciplinas lhe permitirão uma trajetória mais curta para lidar com este erro.

Porém, isto não minimiza o que nós estamos a ponto de empreender. Muitos são ineficientes ao lidar com o dispensacionalismo porque perdem seu objetivo de entender o que ele, de fato, é, ou porque estão respondendo a apenas um dogma sustentado por alguns ou sustentado, apenas, pelo dispensacionalismo mais recente. Freqüentemente, há um fracasso em reconhecer que, através das pressuposições do dispensacionalismo, se levadas às suas conclusões lógicas (como às vezes é o caso), pode ter um efeito danoso. No entanto há muitos que, abençoadamente, entendem que tais ensinos são incompatíveis com as suas próprias pressuposições, e que verdadeiramente entenderam e experimentaram as doutrinas e poder do evangelho. Deus pode nos poupar de um espírito vingativo diante de tais informações desonestas e perante a ignorância dessas falsificações!

Antes de inspecionarmos a história do dispensacionalismo, devemos fazer uma breve apresentação sobre “o que é o dispensacionalismo”.

A compreensão mais característica dele é o que indica sua etiqueta teológica:
"Dispensacionalismo" é um sistema teológico que divide o plano de Deus como um desdobramento da história e das profecias em várias "dispensações" (ou “períodos de tempo”). 1A definição de Scofield de uma dispensação é padrão:

“Uma dispensação é um PERÍODO DE TEMPO durante o qual o homem é testado a respeito de sua obediência a alguma revelação específica do testamento de Deus".

Em cada um destes “COMPARTIMENTOS CRONOLÓGICOS” uma revelação distinta é determinada para o ser humano; os homens são testados por esta revelação específica; julgamentos se seguem ao fracasso dos homens com referência para esta "concessão específica".
Embora o dispensacionalismo moderno insista que a revelações nestas dispensações são cumulativos e progressivos, quando vão aplicá-las, os dispensacionalistas colocam-nas, inevitavelmente, em compartimentos.
Os dispensacionalistas dividem a história em sete dispensações:

1. QUEDA
2. ALIANÇA NOÉLICA
3. ALIANÇA ABRAMICA
4. ALIANÇA MOSAICA (SINAI)
5. PENTECOSTES
6. GRANDE TRIBULAÇÃO
7. MILÊNIO - GRANDE TRONO BRANCO

OU

1. INOCÊNCIA
2. CONSCIÊNCIA
3. GOVERNO HUMANO
4. PROMESSA
5. LEI
6. IGREJA
7. REINO

Esta compartimentalização MINA A UNIDADE DO PROPÓSITO DE DEUS de salvar um povo para si. O dispensacionalismo substitui o conceito reformista de UMA intenção soteriologica de Deus2 e de UM povo de Deus, pela idéia de:

DOIS propósitos de Deus (por um lado, montar uma teocracia terrestre e nacional, e por outro lado, redimir um povo cujo destino é espiritual e divino ) e de...

DOIS povos de Deus (Israel e a igreja).

A igreja é vista como uma INTERRUPÇÃO do plano de Deus para Israel . E, porque os procedimentos de Deus para com o Israel são terrestres , espera-se que todas as promessas de Deus para Israel sejam de propriedade exclusiva de Israel e que sejam cumpridas literalmente .

Nota: A impressão que se tem, é que o criador dessa doutrina procura, claramente, defender interesses do Estado de Israel, sendo, portanto um “sionista cristão”.
Apesar das promessas espirituais serem muito mais valiosas que os materiais, tudo indica que as pessoas que conceberam o dispensacionalismo, consideram que a verdade é justamente o oposto disso, indicando que o dispensacionalismo tem, desde as suas raízes, um caráter extremamente judaizante, pois o judaísmo considera que as recompensas prometidas por Deus têm um caráter exclusivamente material, consistindo sua esperança apenas na “felicidade das futuras gerações”.
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Como a presença da igreja interrompe o propósito de Deus para Israel, antes das profecias judaicas começarem a se cumprir a igreja será arrebatada da terra; este rapto pode acontecer a qualquer momento. O arrebatamento marca o tempo em que Deus tratará novamente com Israel, de acordo com sua Palavra profética: primeiro, por meio da Grande Tribulação e, então, através do estabelecimento do reino milenar4. Este é o tal ensino tão popular hoje em dia.
Mas este ensino faz parte do cristianismo bíblico e histórico?
E, como se iniciou?
Como se desenvolveu e como ganhou tal popularidade?
Estas perguntas ocuparão nossa atenção ao longo deste artigo introdutório.
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Visões milenaristas anteriores à chegada do dispensacionalismo

Nossa procura pelas origens do dispensacionalismo não é motivada apenas por um desejo de satisfazer nossa curiosidade acadêmica. Nós acreditamos firmemente que Deus tem guiado sua igreja na verdade ao longo de toda a sua história. Mas nós não cremos que, no que tange às mais importantes doutrinas e princípios bíblicos, Deus teria deixado a igreja, desde o princípio, na escuridão, para somente revelá-las no século dezenove ou vinte.

Nota: Esta argumentação é irrefutável, pois, se as coisas fossem como afirma o dispensacionalismo, isso significaria que Deus teria ocultado a “verdade dispensacionalista” por 1800 anos, pois seria o mesmo que acreditar que, apesar de ter enviado o seu Filho Jesus Cristo, que é a própria Verdade, Deus teria, deliberadamente, ocultado essa realidade dos apóstolos e demais cristãos durante dezoito séculos e teria “deliberadamente”, deixado a sua igreja na ignorância, durante todo este tempo.

Os dispensacionalistas não consideram o dispensacionalismo como sendo de importância secundária. Por exemplo, uma publicidade apresentando "Doze razões pelas quais você deveria usar a BÍBLIA de REFERÊNCIA SCOFIELD", diz:

“Primeiro, a Bíblia de Scofield esboça as Escrituras do ponto de vista da VERDADE DISPENSACIONALISTA, e não pode haver uma compreensão adequada ou divisão correta da Palavra de Deus exceto pelo ponto de vista da verdade dispensacionalista.”

Se a "verdade" dispensacionalista é tão indispensável a uma compreensão correta das Escrituras, então seguramente faz parte do cristianismo histórico. Não é surpreendente, então, aqueles dispensacionalistas sentirem a pressão deste argumento e, por conseguinte, buscarem demonstrar a validade histórica do dispensacionalismo. Freqüentemente os dispensacionalistas procuram fazê-lo, encontrando exemplos de milenarismo e então, atribuindo a "tendências dispensacionalistas" a cada quiliasmo5 que tenha surgido. Portanto, é importante que, em nosso estudo, dediquemos à devida atenção para as visões milenaristas anteriores à chegada do dispensacionalismo do século dezenove.
A IGREJA PRIMITIVA

Como nos voltamos, agora, para a igreja primitiva, deixemos enfaticamente estabelecido, desde o princípio, que não vemos o que estamos fazendo como nossa autoridade. Nossa única autoridade é a Palavra de Deus. Mas estamos convictos de que Deus não teria deixado sua igreja na ignorância a respeito de verdades vitais por dezoito séculos .

Pode-se obter uma amostra da perspectiva da igreja primitiva ao lemos o

Didache

(um manuscrito que data do primeiro trimestre do século II ). O escritor urge na vigilância dos leitores devido à vinda do Senhor:

"Olhe pela sua vida; não permita que suas lâmpadas se extingam e que seus lombos não estejam cingidos, mas esteja pronto, porque você não sabe a que hora o seu Senhor virá.”

Mas como o escritor está falando sobre o Anticristo, sua linguagem é radicalmente diferente da maneira pela qual o dispensacionalismo descreveria estes mesmos eventos.
NÃO HÁ QUALQUER CONCEITO DE QUE A IGREJA SEJA TIRADA DO CAMINHO POR MEIO DE UM ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONISTA:

"O ENGANADOR DO MUNDO APARECERÁ COMO UM FILHO DE DEUS, E FARÁ SINAIS E MARAVILHAS E A TERRA SERÁ ENTREGUE EM SUAS MÃOS E COMETERÁ INIQÜIDADES QUE NUNCA EXISTIRAM DESDE QUE O MUNDO COMEÇOU. ENTÃO, A HUMANIDADE PASSARÁ POR UMA PROVA DE FOGO E MUITOS SE SENTIRÃO OFENDIDOS E SE PERDERÃO, MAS OS QUE PERMANECEREM FIRMES NA FÉ SE SALVARÃO. E ENTÃO SURGIRÃO OS SINAIS DA VERDADE. PRIMEIRO O SINAL APARECERÁ NO CÉU6, ENTÃO, VIRÁ O SINAL DA TROMBETA, E EM TERCEIRO LUGAR A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS: CONTUDO, NÃO SERÃO TODOS OS MORTOS, MAS COMO FOI DITO, O SENHOR VIRÁ E TODOS SEUS SANTOS COM ELE. ENTÃO O MUNDO VERÁ O SENHOR VINDO POR ENTRE AS NUVENS DO CÉU.”

Neste momento não será necessário examinarmos cada dos escritores pós-apostólicos. Uma boa pesquisa sobre estes registros nos foi dada por George E. Ladd em seu livro "A Esperança Santificada". Ladd demonstra, de forma muito competente, a ausência do conceito dispensacionalista do arrebatamento pré-tribulacionista naqueles dias. E nenhum dispensacionalista pôde provar o contrário.
O PREMILENARISMO, que às vezes é expresso pelos escritores da igreja primitiva, NÃO PROVA A PRESENÇA DO DISPENSACIONALISMO. Tampouco deve-se, obrigatoriamente, deduzir que este chilaismo primitivo era o resultado de um estudo das Escrituras. Circularam extensivamente visões de quiliastas7 na igreja primitiva através de escritos judaicos ou judaico-cristãos, como: Enoque, quarto livro de Esdras, Assunção de Moisés, Ascensão de Isaías, Salmos de Salomão , e Baruch, sendo, todos eles, registros que nem os judeus nem os cristãos consideraram como canônicos8. Este quiliasmo judaico foi bem documentado e discutido em "A escatologia paulina" de Geerhardus.

Outro método usado pelos dispensacionalistas para emprestar respeitabilidade histórica à sua doutrina é ir para os “Pais da Igreja” e achar, dentre eles, aqueles que dividiram história remissória em várias épocas. Os dispensacionalistas que usam deste subterfúgio são Arnold H. Ehlert e Charles C. Ryrie. Estes escritores, porém, têm falhado em mostrar algum dos trabalhos que tenha sido produzido pelos Pais da igreja primitiva e que possuam evidências inconfundíveis que promulguem aqueles pontos essenciais para o dispensacionalismo.
Ryrie cita Justino, o mártir; Irenaeus, Clemente de Alexandria, e Augustinho, como aqueles que tinham o conceito dispensacionalista como parte de seu ponto de vista. Porém, nenhum dos que eles alegam, forneciam evidencias de fazer uma distinção radical entre Israel e a igreja como dois povos de Deus separados.
Ainda que isto esteja no coração do dispensacionalismo, e seja incluído pelo próprio Ryrie, como condição sine qua non para o dispensacionalismo. De fato, um desses que foi citado por Ryrie, Justino, o mártir, indica claramente no Diálogo dele com Trypho “... a consideração dele para com A IGREJA, como sendo, ela mesma, O VERDADEIRO ISRAEL" (capítulos 123, 124, 125, 135).

É difícil avaliar até que ponto a igreja sustentou ou segurou a visão prémilenarista.

Nota: Na verdade, existem registros de que esta visão representou a, assim chamada, "revolta gnóstica", um movimento doutrinário lançado pelos rabinos do judaísmo cabalístico que, magoados com o verdadeiro Deus pela destruição de Jerusalém, começaram a introduzir um visão sobre Deus de natureza totalmente distorcida e pagã, que desviava a fé, tanto dos cristão como dos judeus para um deus falso. Começaram, também a propagar, em todos os países, uma esperança exclusivamente terrestre, que procuraram, por todos os meios, infiltrar na igreja, através de vários “cristãos” mal convertidos, que eram, na verdade, eremitas contemplativos, que, consequentemente, praticavam e acreditavam num cristianismo misturado com o gnosticismo, sendo, em outras palavras, praticantes da meditação oriental.
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Mas a ênfase, que muitos de seus defensores colocaram em recompensas terrestres e DELÍCIAS CARNAIS, despertou oposição acirrada contra o milenarismo, que foi logo substituído pela visão "espiritual" de Agostinho.Ele via o milênio sendo cumprido espiritualmente na igreja cristã e a prisão de Satanás tendo acontecido durante o ministério terrestre de nosso Senhor .
O novo nascimento do crente, de acordo com Agostinho, foi a primeira ressurreição de Apocalipse 20. Ele interpretou Apocalipse 20:1-6 como uma "recapitulação" dos capítulos precedentes, em vez de descrever uma nova era que, cronologicamente, se seguiria aos eventos do capítulo 19. Ele nunca tomou os 1000 anos como anos literais, nem esperou o retorno de Cristo para o término daquele período. Esta interpretação espiritual do milênio teve alto grau de influencia na Idade Media e além dela.
A IDADE MÉDIA

Até o fim do século dez era ainda possível, e bastante natural, para partidários de Agostinho, considerar os 1000 anos, pelo menos aproximadamente, como um período que colocava o tempo presente entre a primeira e a segunda vindas de Cristo.
Considerando que esta vinda foi identificada com o juízo final, multidões foram golpeadas pelo terror pela aproximação do ano 1000. Mas quando ficou evidente que este período deveria ser mais longo que 1000 anos, os defensores desta interpretação foram compelidos a fazer alguns ajustes em sua interpretação. A solução mais simples era considerar os 1000 anos como um número simbólico , não considerando na forma literal.
Outros dataram o milênio a partir do tempo de Constantino. Como 1000 anos se deitam entre a conversão de Constantino e, no começo da Reforma protestante, esta visão ficou especialmente atraente a esses que viram no papado a subida do Anticristo e as perseguições profetizadas no Apocalipse. Emergiu, assim, a "interpretação histórica" do livro do Apocalipse, pela qual pensava-se que o livro do Apocalipse fornecia, de forma simbólica, um esboço da história da igreja.

O premilenarismo fez alguns aparecimentos ocasionais durante a Idade Media. Em tempos de calamidade ele tinha um apelo especial para aqueles que se tornavam conscientes do declínio da igreja e para os oprimidos pelo sistema medieval, especialmente devido à sua esperança de um período milenar terrestre de regozijo para os íntegros. Uma vez mais, nós não encontramos qualquer evidência de dispensacionalismo durante este período .
A REFORMA E ERA PURITANA

A visão espiritual de Agostinho do milênio, do tipo de historicista (de que encontramos no Apocalipse apenas a história da igreja) continuou sendo dominante no pensamento dos Reformadores e nos registros da Igreja católica romana. Claro que os Reformadores e os Romanistas divergiram drasticamente na interpretação dos símbolos particulares do Apocalipse. A Igreja católica sustentou que "Satanás fora encarcerado pela primeira vinda de Cristo e que o milênio ou começou naquela ocasião, ou no tempo de Constantino, e que o Diabo fora solto no momento dos ataques de Wyclif ou Lutero”.
Os Reformadores, porém, acharam no papado a realização da predição sobre a vinda do Anticristo. Por exemplo, Lutero entendia que Apocalipse 11 e 12 seria uma predição do papado, como também a segunda besta do capítulo 13. Para ele, o número 666 representou o período de dominação papal. A interpretação historicista, com sua identificação do Anticristo com o papado, dominou, assim, o pensamento protestante durante três séculos, sendo que este freqüentemente foi chamado de "interpretação protestante" .

Alguns protestantes, entretanto, eram historicistas, mas divergiam da visão espiritual-histórica herdada de Augustinho, mantendo-se na tradição do pré-milenarismo. Eles também viram a história da igreja simbolizada nos selos, taças, e trombetas do livro do Apocalipse, mas para eles a segunda vinda de Cristo foi predita em Apocalipse 20 (anterior ao que eles viram como o milênio de Apocalipse 20).
Muitos destes intérpretes, entretanto, apesar de serem totalmente literalistas em sua interpretação do milênio de Apocalipse 20, eram menos literalistas na sua compreensão do Anticristo. Eles não esperaram que um Anticristo pessoal aparecesse, ao término daquela era, para perseguir os santos durante um período de três anos e meio. Nem procuraram o que foi chamado freqüentemente de "a Grande Tribulação", mas estavam convencidos de que a tribulação se estendeu ao longo da história da igreja. Os três anos e um semestre, ou 1260 dias, foram interpretados freqüentemente como sendo 1260 anos de história de igreja anterior para os tempos de fim. (doutrina do “ano dia”)
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Exemplos de premilenaristas, deste tipo historicista são:

* Joseph Mede (1586-1638),
* Isaac Newton (1642-1717),
* William Whiston (1667-1752),
* J. UM. Bengel (1687-1752) e
* Johann Heinrich Alsted (1588-1638).

As visões premilenaristas continuaram tendo atração especial em tempos de calamidade e guerra e às vezes compartilham um caráter revolucionário (por exemplo, as Guerras dos Camponeses que acompanharam a Reforma Continental e a Guerra dos Trinta Anos na Europa entre 1618 e 1648).
Por isso, os premilenaristas responsáveis procuraram se dissociar deste elemento radical. Johann Alsted escreveu seu "Diatribe de Milleannis Apocalypticis" (1627) durante este período. Este trabalho teve um impacto importante em alguns puritanos ingleses do século dezessete, pois enfrentaram uma intransigência governamental oposta às suas visões da igreja e do estado. A presença de muitos extremistas entre estes, uma vez mais, contribuiu para fazer com que muitos relutassem em abraçar visões premilenaristas.

Apesar de existir divergências entre os premilenaristas da Reforma e os premilenaristas puritanos, é óbvio que nenhum deles poderia ter acreditado em um arrebatamento antes da tribulação, pois, uma vez que o Papa era visto como o Anticristo e o período da tribulação não era 1260 dias, mas de 1260 anos, isso significava que a igreja ainda estava em pleno período de tribulação.

Durante este período uma variação significante da visão (espiritual) de Augustinho emergiu quando Daniel Whitby em sua "Paráfrase e comentários do Novo Testamento" (1703) propôs uma interpretação futurística, associada, contudo, a uma visão espiritual do milênio . Ele rejeitou a interpretação de Augustinho dos 1000 anos de Apocalipse 20 como uma recapitulação do período interadventos9 , descrito nos capítulos anteriores, mas, apesar disso, não interpretava o milênio como sendo um seguimento cronológico de Apocalipse 19. Ele concebeu o milênio como sendo imensamente diferente de qualquer coisa que a igreja alguma vez tinha experimentado, mas que continuava a ser parte integrante do período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo: não uma idade diferente, mas o clímax da era da Igreja. (9) Esta interpretação é chamada agora de pósmilenarismo Whitby era futurístico com referência ao milênio e historicista em relação à tribulação.
Mas outra interpretação surgiu durante este período que era futurístico com referência para a tribulação, mas historicista relativo ao milênio: Em 1590 um padre jesuíta espanhol chamado FRANCISCO RIBERA10 publicou um comentário sobre o livro de Apocalipse como uma refutação à visão que prevalecia entre os protestantes, que identificavam o papado com o Anticristo. Ele aplicou todos os capítulos de Apocalipse, menos os capítulos iniciais, ao tempo do fim, em lugar da história da igreja.
O Anticristo seria uma única pessoa má que seria recebida pelos judeus, reconstruiria Jerusalém, negaria o Cristo, perseguiria a igreja e regeria o mundo durante três anos e um semestre. Porém, o milênio é o período inteiro entre a cruz e o aparecimento do Anticristo, e a “primeira ressurreição" se refere à vida celestial dos mártires que reinam com Cristo ao longo deste período inteiro.

Antes de avançarmos, permita-me resumir este período. Com a exceção de Francisco Ribera , todo o Apocalipse era interpretado historicamente, até então. Destes historicistas:

1. os Reformadores seguiram a tradição de Augustinho, de interpretar o milênio como espiritual,
2. alguns protestantes procuraram apresentar um milênio que viria depois da era presente (em que consideram que a igreja já estaria na tribulação) e seria precedido pelo retorno de Cristo
3. Whitby introduziu a interpretação pósmilenarista

Até este ponto os premilenaristas eram historicistas em toda a extensão do livro do Apocalipse.
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DISPENSACIONALISMO
- PARTE II -

A GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DE
DISPENSATIONALISMO NO SÉCULO DEZENOVE
NA INGLATERRA
Mark Sarver

O REAVIVAMENTO DO MILENARISMO

Como se aproximava a chegada do século dezenove, houve um grande reavivamento da preocupação profética. Com a revolução francesa ocorreram violentas extinções de instituições políticas e sociais conduzindo muitos à conclusão de que o fim do mundo estava próximo. Estes eventos pareciam, a quase todos os estudantes de literatura apocalíptica, ser a realização final da profecia dos 1260 dias (anos). Com a subida de Napoleão veio a destruição do poder papal, especialmente quando, em 1798, as tropas francesas, sob o comando de Berthier, marcharam contra Roma, montando uma república e banindo o Papa.
Os intérpretes apocalípticos foram rápidos em ver neste evento, que incidiu sobre o papado, a "ferida" mortal explicitamente descrita e registrada em Apocalipse 13. Ernest Sandeen retrata o resultado por escrito:

"A identificação dos eventos da década de 1790 com aqueles que haviam sido profetizados em Daniel 7 e Apocalipse 13, forneceu aos comentaristas bíblicos uma “pedra Rosetta” profética. Afinal, haviam achado uma chave para desvendar o código. Agora, seria possível um consenso geral entre as pessoas, pois havia se fixado um ponto relacionando a profecia com a história. Depois das 1799, foi como se não houvesse qualquer limite às possibilidades de descobertas, tanto em egiptologia como em profecia.”

Ninguém foi tão rápido em fazer uso destes eventos na interpretação profética como os pré-milenaristas. Examinando a vasta ordem de estudos proféticos que foram incitados por estes eventos, não se pode escapar da conclusão que um interesse novo e apaixonado em relação às Escrituras proféticas tinha rompido em cena. Estes homens ficaram absolutamente convencidos de que o retorno de Cristo aconteceria certamente durante o século dezenove e que o milênio estava a ponto de começar.
Este reavivamento profético foi unido a uma renovação de interesse na condição dos judeus. O instrumento para levar o cristianismo aos judeus era Lewis Way . O interesse dele nesta causa foi despertado aproximadamente em 1811, enquanto visitava Devonshire, quando lhe falaram de um bosque de carvalhos cujo dono tinha havia deixado um testamento estipulando que "estes carvalhos permanecerão aqui, e a mão de homem não se levantará contra eles até que Israel seja restaurado e restabelecido na terra prometida". Isto estimulou Way a uma intensa investigação sobre as antigas profecias relativas à restauração dos judeus e a uma procura por qualquer agência dedicada a localizar os judeus. Ele logo descobriu a existência da Sociedade de Londres que se propunha a promover o cristianismo entre os judeus (L.S.P.C.J., fundada em 1809).

Financeiramente abastado como era, Way logo lhes agradou grandemente, saldando suas dívidas da sociedade a um custo de mais de doze mil libras. Em 1816 Way publicou suas Cartas que acentuavam a conexão entre o retorno dos judeus à Palestina e sua conversão nacional com o iminente retorno de Cristo.
Os puritanos pós-milenaristas tinham procurado a salvação dos judeus ansiosamente de acordo com romanos 11, mas aqui era algo muito diferente. Esta nova tensão sobre os judeus era acompanhada por um intenso literalismo na interpretação das profecias do Velho Testamento. O elemento mais importante deste literalismo era insistência que quando os profetas falaram profeticamente sobre Israel, eles quiseram dizer “Israel político” e não a igreja. Assim os fundamentos foram vertidos para o que se tornaria um dos grandes pilares de dispensacionalismo.

Nota: Aproveitando-se do movimento gerado por um intenso derramar do Espírito Santo, que movia os cristãos em direção a uma vivência mais santa e segundo os padrões do evangelho, os quais passaram a se basear numa interpretação mais literal dos preceitos e orientações do Novo Testamento, principalmente, quanto aos mandamentos de princípios morais, os rabinos do judaísmo talmúdico cabalístico fizeram dessa prática salutar, uma maneira de estender este modo literal de interpretação para o Velho Testamento e de transformar a exegese cristã, que interpretava as passagens proféticas de forma espiritual, (segundo o entendimento do contexto profético proporcionado pela primeira vinda de Cristo) numa exegese judaizante, que interpretava os textos segundo a modo de interpretação ultrapassado do judaísmo, e, conforme os conceitos esotéricos do Talmude e da Cabala , que transmitiam sua esperança na vinda de um falso messias que ainda aguardavam segundo uma fé cega, baseada na esperança de um reinado messiânico terrestre, governado por Jerusalém.
Quando se questiona esta falta de discernimento na aplicação do modo de interpretar as Escrituras, por gerar uma doutrina mais próxima deste tipo de judaísmo do que do cristianismo, a reação já engatilhada nas mentes dos dispensacionalistas é a de acusar os que assim argumentam, de uma vivência cristã apenas simbólica, e não segundo os preceitos de Cristo.
No entanto, não é isso que propõe a verdadeira interpretação espiritual (ou simbólica), pois essa demanda discernimento para a interpretação, de maneira que o modo literal de interpretação não deixa de ser preconizado, por ela, em relação às normas de conduta ditadas pelos apóstolos de Jesus. Todos os crentes verdadeiros concordam que estas devam ser vividas literalmente . Estamos apenas negando que estas tipas de interpretação devam ser aplicadas às profecias vetero-testamentárias, as quais, da mesma forma que o livro do Apocalipse, são sempre repletas de símbolos e alegorias, porque são profecias transmitidas através de uma forma de linguagem bíblica especificamente simbólica à qual os teólogos denominam de “linguagem apocalíptica”. Como seria possível não errar ao tentar aplicar o mesmo método de interpretação, tanto ao estilo literário usado numa epístola pastoral, de cunho essencialmente prático, como à linguagem empregada por um dos profetas sobre a vinda do Messias, que é totalmente rica em simbolismos? Por exemplo, uma das profecias sobre a vinda de Jesus Cristo, como o verdadeiro Messias de Israel, compara-o a uma árvore frutífera: “... brotará um rebento do tronco de Jessé e das suas raízes um renovo se frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.” (Isaías 11: 1e 2) Com uma quantidade ínfima de bom censo, pode-se concluir que as Escrituras exigem que para cada tipo de texto das Escrituras seja usado um método de interpretação compatível.
É evidente que aplicar apenas uma forma de interpretação para toda a Escritura é inviável e pode induzir a graves erros. Como, então, é possível que pessoas extremamente inteligentes possam acreditar que esta seja esta a melhor maneira de ler a Bíblia? Duas hipóteses podem ser levantadas:
1) O indivíduo encontra-se engajado no judaísmo talmúdico cabalístico e faz desta interpretação um caminho para pregar a esperança messiânica do judaísmo e o retorno à Antiga Aliança da Lei.
2) O indivíduo foi submetido a algum tipo de lavagem cerebral e não esta conseguindo exercer seu raciocínio normalmente. Mas rejeitar a interpretação literal para as profecias do Antigo Testamento não significa recusar-se a interpretar literalmente os ensinos e mandamentos contidos no Novo Testamento. É preciso apenas distinguir, com sabedoria, os trechos das Escrituras onde, o autor bíblico utilizou-se de uma linguagem simbólica para expressar-se, das passagens em que este valeu-se de uma linguagem expressa de maneira direta e sem comparações. Não demonstra qualquer falta de disposição em obedecer às ordens explícitas de Jesus, na direção da pureza e da santidade, mas uma procura de estabelecer, de forma precisa, o verdadeiro conteúdo da mensagem transmitida pelos escritores bíblicos.
Portanto, ser criterioso neste tipo de assunto, não é, de forma alguma, sinal de uma fé vacilante, mas, sim, de uma consciência empenhada em buscar a Verdade. Aplicar a interpretação literal em todos os trechos da Bíblia é uma demonstração de total falta de sabedoria e discernimento, pois sendo diferentes os estilos literários nas diversas passagens é inegavelmente que se deve aplicar diferentes abordagens para cada tipo de texto. É uma questão de bom senso e de amor à Verdade , que é condição fundamental para que se complete a salvação. (Segunda Epistola aos Tessalonicenses, capítulo dois).

Este renovado interesse na conversão dos judeus foi registrado por Ian Rennie (12) como um dos "sinais” que os premilenaristas consideraram indicar a proximidade da segunda vinda.
Embora as conversões não fossem grandes em número, nasceu um sentimento de expectativa como resultado do empenho do L.S.P.C.J. e de suas diversas publicações.
Um segundo sinal era a ampla pregação do evangelho por todo o mundo, especialmente com o aparecimento do movimento missionário moderno. O terceiro sinal era o aumento dos sinais de apostasia na igreja, não somente a apostasia de Roma, mas também o Racionalismo dos principais pensadores protestantes da Europa. O Movimento de Restaurantismo, com sua preocupação com a redescoberta dos padrões do Novo Testamento na vida da Igreja, foi um quarto sinal dos tempos. Este encontrou expressão, principalmente, na IRMANDADE DE PLYMOUTH e na Igreja Apostólica Católica Carismática11.
O quinto sinal foi o clima de sociedade amotinada do mundo pós-napoleônico, com o massacre de Peterloo, o Ato de Emancipação católica de 1829, as erupções sem fim na Irlanda, e, sobretudo, na Europa, os eventos que conduziram, à Revolução de 1830, para muitos, foram mais um evidencia, para muitos, de que o "Senhor estava às portas."
EDWARD IRVING

Nenhuma figura do início do século dezenove ilustra melhor a excitação exuberante e o interesse por profecia que Edward Irving. Em sua carreira meteórica foram intensificados os atrativos e fraquezas do movimento milenarista. A primeira recomendação de Irving para o público veio quando lhe foi outorgado a oportunidade para auxiliar como um assistente ao grande Thomas Chalmers, o pregador mais célebre no todo de Escócia. Em sua biografia fascinante sobre Irving, Arnold Dallimore fornece esta comparação notável dos dois homens:
Chalmers era o estadista Cristão. Embora seu coração dele sempre fosse evangelicamente fervoroso, sua mente permanecia freqüentemente absorvida com os problemas de aplicar cristianismo em uma escala de âmbito nacional, aparentando ser ocupado e reservado. Porém, Irving era aberto e desinibido, e sua natureza teve nisto muito de pueril e descomplicado.

O perfil natural de Chalmers era para o sólido, afiançável, para as coisas bem comprovadas da vida, enquanto que Irving teve um talento para o espetacular, o sensacional, o que provocou excitação.

O homem mais velho era tranqüilo e cauteloso e só vinha a tomar decisões atrás de cuidadosa consideração. Mas Irving era freqüentemente movido por impulso e transbordava imaginação e idealismo que poderiam predominar sobre a lógica e a razão.

Chalmers também era altamente perceptivo em seus conceitos sobre os homens. Nesta consideração Irving era perceptivelmente diferente, pela abertura e generosidade de sua natureza ele, prontamente, poderia dar ouvidos àqueles que pareciam satisfazer sua propensão para coisas espetaculares, prováveis e excitantes.
Não é difícil entender, então, por que esta relação não continuou muito tempo. Chalmers estava freqüentemente preocupado o que Irving poderia fazer ou se poderia dizer algo irregular, e Irving não gostou de permanecer à sobra de Chalmers. A mente dele estava abundando em idéias, e seu brilho como orador exigiu um âmbito mais amplo para sua expressão, e o seu espírito livre ansiou por uma oportunidade para dar abertura a isto. Esta oportunidade veio quando a Capela de Chalcedonian em Londres o convidou para se tornar seu ministro. Depois da chegada dele em Londres em 1822 , sua eloqüência fez dele a sensação da noite; e sua capela ficava abarrotada de pessoas nobres e influentes todos os domingos.

Um desses homens de influência era Samuel Coleridge. Pela amizade dele com Coleridge, Irving foi persuadido a uma visão nova e errônea da pessoa de Cristo (mais tarde Irving seria punido por heresia por pregar sobre a pecabilidade da "carne" de Cristo). Coleridge também influenciou Irving a inverter suas expectativas escatológicas. Irving tinha a forte convicção de que o mundo estava se movendo para um grande triunfo do evangelho e para uma era de bênção universal. Mas Coleridge convenceu Irving de que o mundo estava somente piorando e caminhando para o julgamento. Em terceiro lugar, Coleridge propôs uma visão estranha do pregador que, executando seu trabalho era, virtualmente, "a voz do Espírito Santo”. A pregação de Irving mudou imediatamente. Os sermões dele começaram a ser cheios de descrições do julgamento iminente e terrível, e ainda a possibilidade de um novo, direto e poderoso trabalho do Espírito Santo.

Mergulhando no fermento dos estudos proféticos, Irving tornou-se, prontamente, discípulo de outro homem. James Hatley Frere, em 1825, levou Irving a se entregar à onda do milenarismo . Enquanto as visões de Coleridge do futuro eram baseadas nas suas avaliações sobre as condições mundiais, Frere era o produto de suas interpretação de Daniel e do Apocalipse. Em uma carta para Frere,Irving relacionou a maneira na qual ele recebeu a instrução de Frere:

“Não tive descanso, em meu espírito, ate que me oferecesse para ser seu aluno esperei e me ofereci para ser seu aluno e ser instruído em profecia de acordo com suas idéias... Eu não estou alegando que alguém devesse me considerar merecedor de receber a revelação destas verdades tão importantes... apenas que o Senhor me considerou merecedor receber a convicção sobre estas coisas que Ele, primeiramente, revelou a você.”

“Movido “por estas coisas agora reveladas” a ele, a criativa oratória de Irving, juntamente com uma prontidão para expressar sua visão com certeza dogmática, deu vazão a isto em dramáticos discursos sobre as “bestas”, as” cabeças” e os "chifres" que se encontram no livro de Daniel e a temas simbólicos semelhantes do livro de Apocalipse. Durante os próximos quatro anos Irving verteu suas habilidades torrenciais no movimento de premilenarista. Como um historiador expôs, "a profecia se tornou o coração e alma do seu ministério."

Durante este período (em 1826) Irving descobriu um livro escrito por um Jesuíta chileno, Manuel Lacunza,: A Vinda de Cristo em Glória e Majestade (ca. 1791). Em um período incrivelmente curto, Irving aprendeu espanhol e logo depois traduzido e publicou o livro, junto com uns 203 paginas de prefácio, no qual ele fixou suas próprias idéias proféticas tão claramente quanto como de costume. No que concerne aos avanços que conduziram ao aparecimento do dispensacionalismo , o significado primário do trabalho de Lacunza acrescentou a ele seu futurismo com referência à interpretação do livro do Apocalipse (não somente em relação ao milênio de capítulo 20 de Apocalipse, mas também da tribulação dos capítulos 6 a 19), enquanto que a contribuição de Irving para o assunto foi seu discurso de cunho carismático esperando um iminente retorno do Senhor como uma "chuva tardia".

Durante novembro deste mesmo ano (1826), Henry Drummond , movido pelo zelo de Irving por profecia, anunciou uma conferência a ser realizada em sua magnífica propriedade rural, o parque de Albury. Repetido em 1827 e 1828, as Conferências de Albury reuniram quase todos os estudiosos britânicos de milenarismo dignos de nota, e mais que qualquer outro veículo, deu estrutura à reavivamento do milenarismo britânico. Além do Drummond e Irving, alguns dos participantes mais notáveis eram Lewis Way, William Cuninghame e James Hatley Frere. Em 1829 o Drummond resumiu as conclusões alcançadas e um fez um consenso de todos participantes das conferências:

* Esta "dispensação" ou “era” não terminará "imperceptivelmente", mas cataclismicamente no julgamento e destruição da igreja da mesma maneira que a dispensação judaica terminou.
* Os judeus serão restabelecidos na Palestina durante o tempo do julgamento.
* O julgamento que virá cairá principalmente sobre a cristandade.
* Quando o julgamento passar, o milênio começará.
* O segundo advento de Cristo acontecerá antes do milênio.
* Os 1260 anos de Daniel 7 e Apocalipse 13 devem ser medidos do reinado de Justiniano até a Revolução francesa. As taças da ira (Apocalipse 16) estão sendo despejadas agora e o segundo advento é iminente.

Embora seja evidente do último ponto da interpretação de historicista não tinha finalmente sido derramado, outras porções desta plataforma milenarista estavam marcadas por uma tendência de interpretação futurística disso que depois (com o dispensacionalismo soprando plenamente) foi identificada como eventos da “Grande Tribulação”. Também, a Israel foi outorgada uma atenção distinta no calendário profético, entretanto não (como no esquema mais desenvolvido de Darby) depois da igreja ser retirada do caminho.

Outro evento ocorrido durante o período de fama de Irving que foi acrescentar ao aparecimento do dispensacionalismo a explosão dos dons de línguas, profecia e curas na Escócia e, então, em Londres. Em maio de 1828 Irving sentiu-se intensamente compungido a advertir as pessoas de sua pátria sobre o julgamento terrível que iria atingir o gênero humano e partiu em uma excursão pela Escócia. Naquela viagem se encontrou com A. J. Scott, um homem cuja visão concernente aos dons influenciou grandemente Irving. Considerando que Irving tinha acreditado que os dons apostólicos milagrosos seriam restabelecidos pelos tempos de fim, Scott afirmou que eles nunca tinham sido retirados e que eles ainda estavam disponíveis da mesma maneira tinham sido durante a era do Novo Testamento.

Vários incidentes antes e depois desta visita pareceram confirmar o que Scott estava ensinando. Dois ou três anos depois, Isabella Campbell, uma jovem mulher que padecia de uma tuberculose que levaria sua vida, Isabella Campbell, se irrompeu espontaneamente falando em linguagem estranha em comunhão com Deus. Depois de sua morte, sua irmã MARY CAMPBELL começou a procurar os dons de línguas e de profetizar, a fim de se equipar para fazer o trabalho missionário.
Em março de 1830 ela falou em línguas, e logo lhe foi acrescentado o dom da "ESCRITA AUTOMÁTICA”12 (ESCREVENDO EM CARACTERES ESTRANHOS COM VELOCIDADE SURPREENDENTE ENQUANTO PERMANECIA EM ESTADO TRANSE) .

As notícias sobre estas coisas espalharam-se como um incêndio na floresta. E outros também receberam o dom. Algumas milhas da casa deCampbell , em Gare Loch, na cidade de Porto GLASGOW, onde vivia a família Macdonald. A influência de Scott e Irving e de Mcleod Campbell, tinha incitado suas expectativas sobre os dons. MARGARETH MACDONALD relatou curas sob o comando de seu irmão James. Mas antes de ter falado disso, de acordo com sua narrativa, teve longas visões sobre os tempos do fim.
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Um registro destas visões foi fornecido em "A INCRÍVEL ORIGEM DO PRÉ-TRIBULACIONISMO" de Dave MacPherson . O significado dos registros das suas visões tem muitos pontos difíceis de decifrar por causa do estilo divagante de suas descrições, mas ela parece falar de UMA VINDA SECRETA DO SENHOR PARA OS SANTOS que não poderá ser vista pelos olhos naturais. Ela fala do aparecimento de "O MAU" (um indivíduo) "com todo o poder e sinais e maravilhas mentirosas, de forma que se fosse possível até mesmo os eleitos seriam enganados". É difícil determinar se ele deverá aparecer antes ou depois que o Senhor venha para os dele. Surgiu então a tese de MacPherson de que a origem da teoria de rapto pré-tribulacionista é cercada de pontos duvidosos.

Ele registra uma carta escrita por Francis Sitwell à irmã dele, Mary na qual Sitwell diz que ele escreve: "... porque o tempo da destruição do mundo esta perto... porque o tempo de selar chegou... porque não há nenhuma segurança onde você esta, porque se você não pode ser selado, é porque se você não foi hermeticamente fechado, e, por isso, deverá passar por tribulações, enquanto que aqueles que obedecerem à sua voz serão arrebatados.”.
Saiba o que MacPherson deduz, desta carta que Sitwell escreveu sob influência de MARGARET MACDONALD:

“Mas a carta foi escrita em 1834 e, até lá, as CONFERÊNCIAS DE POWERSCOURT já tinham acontecido (1831 e 1833) nas quais a DOUTRINA DO RAPTO SECRETO já havia sido determinada com considerável aceitação. É VERDADE QUE IRVING ESTAVA PRESENTE NESTAS CONFERÊNCIAS E PODE TER PASSADO AS IMPRESSÕES RECEBIDAS DAS VISÕES DE MACDONALD, mas também é verdade que FOI J. N. DARBY QUE INTRODUZIU ESTE TÓPICO NAS DISCUSSÕES.”
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Porém, esta não é a única teoria que associa o começo da teoria de rapto secreto com o reavivamento carismático do início do século dezenove. Em setembro de 1830 uma comissão de londrinos foi enviada para examinar o fenômeno de GARE LOCK e, ao receber seu relatório positivo, várias pessoas na igreja de Irving começaram a orar por este avivamento.
Em abril de 1831 veio a “resposta”, quando a Sra. J. B. Cardale "falou em línguas". Logo outros receberam outros dons. S. P. Tregelles, conhecido por sua bolsa de estudos na história do texto grego, e um dos antigos líderes do MOVIMENTO DE IRMÃOS13, nos fala em "A Esperança da Segunda Vinda de Cristo" (1864), que a vinda secreta de Cristo teve sua origem em uma "EXPRESSÃO VOCAL" na igreja de Irving. Ele escreve:

"EU NÃO NOTEI QUALQUER ENSINO DEFINIDO DE QUE DEVERIA HAVER UM RAPTO SECRETO DA IGREJA EM UMA REUNIÃO SECRETA, ATÉ QUE ISSO FOI APRESENTADO ATRAVÉS DE UMA "EXPRESSÃO VOCAL" DA IGREJA DO SR. IRVING, O QUE FOI, ENTÃO, RECEBIDO COMO SENDO A "VOZ DO ESPÍRITO". MAS SE ALGUÉM EVENTUALMENTE AFIRMOU OU NÃO TAL COISA, ELA VINHA DE UMA SUPOSTA REVELAÇÃO QUE A DOUTRINA E A FRASEOLOGIA MODERNAS RESPEITAM.”.

Nós temos vimos que através de Edward Irving e seus associados nas Conferências de Albury, havia:

* Um movimento em favor do futurismo
* Uma exagerada proeminência dada a Israel no calendário profético
* Uma expectativa de dons carismáticos no tempo do fim.

Os dois primeiros itens foram desenvolvidos pelo dispensacionalismo. Também é provável que a terceira característica tenha surgido (depois de ter emergido) no dispensacionalismo completamente sistematizado, COM A INTRODUÇÃO DE UM ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONISTA, que aconteceria “a qualquer momento”, pois esta teoria surgiu a partir de uma "expressão vocal" surgida quando os supostos "dons” foram recebidos na ESCÓCIA e em LONDRES.

Outro pronunciamento extraordinário feito por um desses assistentes do ministério de Irving, Robert Baxter, enquanto estava "sob o poder", contribuiu mais adiante para o movimento futurista. "Conte os dias", ele proclamou, "mil duzentos e sessenta dias estão determinados até o término do testemunho 1260 dias dos santos do Senhor os quais deverão subir para encontrar com o Senhor nos ares.”.
Era dia 14 de janeiro de 1832 quando este pronunciamento foi feito, E FIXAVA QUE A DATA DA VINDA DE CRISTO SERIA DIA 27 DE JUNHO DE 1835. Repetida em outras ocasiões, esta profecia foi aceita como um início da Vinda. É claro que a expectativa deles não se concretizou. Mas é importante para nós, percebermos, nesta predição, uma mudança no conceito dos 1260 dias de Apocalipse, que, passa a representar 1260 dias e não anos.

Esta reversão da posição historicista para a posição futurista também é encontrada em outro folheto do mesmo período chamado: “Uma enquete nos solos em que o período profético de Daniel e de são João supunha-se consistir em 1260 anos”, por S. R. MAITLAND (1826). Este ataque à teoria do “ano-dia”, dos intérpretes históricos, iniciou uma "guerra" de papel com os historicistas que durou muitos anos. No entanto, mesmo com Maitland, como também com aqueles que continuaram defendendo o futurismo, (por exemplo, James H. Todd e William Burgh), o prétribulacionismo não fazia parte do seu sistema.
JOHN NELSON DARBY

Embora fossem difundidos os desenvolvimentos do dispensacionalismo durante o tempo da proeminência de IRVING, SERIA J. N. DARBY QUE IRIA SINTETIZAR E SISTEMATIZAR O QUE VEIO SER CONHECIDO COMO DISPENSACIONALISMO . Considerando que a Igreja Apostólica católica, que emergiu gradualmente do ministério de Irving, foi tendo seu papel progressivamente diminuído entre os milenaristas, os IRMÃOS DE PLYMOUTH, PELO MENOS DURANTE ALGUM TEMPO, VIRTUALMENTE CAPTURARAM O MOVIMENTO. Embora não sendo seu fundador, Darby logo veio a dominar o movimento.

Como Irving, Darby era um homem cheio de contrastes e, até mesmo, contradições. Avaliações que Clarence Bass pode depreender sobre o caráter dele:

“A única motivação da vida inteira de Darby era o amor dele por Cristo. [...] Ao mesmo tempo, este amor para Cristo o fez golpear implacavelmente qualquer um, até mesmo, amigos íntimos, de quem ele pensou estarem subvertendo a verdade do evangelho de Cristo. [...] Simples em gosto, benevolente em disposição, tipo em temperamento, considerado na consciência dele de outros, humilde em espírito, simpatizante em natureza, ele era ao mesmo tempo inumano em controvérsia, agressivo contra aqueles que se opuseram a ele, ciumento de sua posição de autoridade, e exato em suas demandas.”

Embora Darby estivesse interessado em profecia desde o começo, a primeira área que tratou ao entrar no movimento dos Irmãos foi "A Natureza e Unidade da Igreja de Cristo” (1829), um ataque poderoso na morte e no formalismo da igreja organizada existente e no ministério ordenado.
Porém, nossa preocupação é localizar as visões proféticas propostas por Darby que logo vieram a tomar a forma do dispensacionalismo. De significado crucial foram as Conferências de Powerscourt que primeiro se encontraram em Dublin em 1831.
Embora Edward Irving pareça ter comparecido e Robert Daly ser o presidente, a verdadeira força criativa por trás desta conferência foi DARBY. Nesta primeira conferência havia uma aceitação geral da teoria dos dias literais literal (implicando a rejeição do historicismo e recebendo o futurismo) como também a teoria do arrebatamento secreto. Se esta palavra foi ou não proveniente dos irvingitas (como parece provável pela declaração de Tregelles citada em p.), ou se foi proposta, agora, pela primeira vez, é difícil de averiguar com certeza absoluta. Em todo caso, a doutrina foi pregada depois disso.
Na Conferência de Powerscourt de 1833, Darby continuou seu ataque à apostasia das igrejas e acentuou a necessidade dos verdadeiros crentes militarem apenas no nome do Senhor. Mais significativamente, ele apresentou a visão dele de que a igreja seria então “UM PARÊNTESE NA REALIZAÇÃO PROFÉTICA ENTRE A SEXAGÉSIMA NONA E SEPTUAGÉSIMA SEMANAS DE DANIEL14 ”. Foi a respeito deste assunto e do arrebatamento da igreja anterior à Tribulação que começou a se desenvolver um conflito entre Darby e outro líder no movimento de Irmãos, Benjamim W. Newton. Newton recusou-se assistir a conferência, em 1834, e ao invés disso, organizou uma conferência competindo com Plymouth, um ato que Darby considerou cismático.

Porém, foi somente quando Darby começou a fazer visitas periódicas para a Suíça, a partir de em 1838, que, durante sete anos, ele começou a sintetizar mais completamente suas visões. Em 1840 ele fez uma série de onze conferências a Lausanne e fez a exposição sistemática de sua teologia pela primeira vez.
Quando Darby voltou à Inglaterra em 1845, ele foi para Plymouth onde o Newton tinha continuado auxiliando como o começo daquele grupo de particular. A discussão inevitável e amarga que resultou substituiu a harmonia que tinha caracterizado o grupo de Plymouth uma vez. Darby acusou o Newton de tentar dominar a reunião e recusar-se a cooperar com outros líderes, recusando-se a permitir que outros líderes desafiassem seu ensino, e outras transgressões eclesiásticas como estas.
Depois ele acrescentou seu ataque à heresias a respeito da doutrina de Cristo, e Newton retratou-se das coisas que estavam erradas em suas declarações. Isto não satisfez Darby, porém, e depois que o Newton partiu, Darby começou a não só excomungar os indivíduos, mas igrejas inteiras que mantiveram algum companheirismo com Newton e até mesmo esses que adoravam com eles.

É importante, porém, notar, que da ruptura inicial entre Darby e Newton surgiu o assunto relativo ao estado da igreja durante a Grande Tribulação. Darby ensinou que a igreja deverá ser arrebatada e que o testemunho durante a Tribulação seria continuado por um grupo semicristão que não fazia parte da igreja. Nenhum dos eventos dos primeiros capítulos do livro do Apocalipse havia acontecido ate então, e nem poderia ser esperado que acontecessem até se cumprir o arrebatamento. Por outro lado, Newton acreditava que os crentes "perseguidos" seriam, somente, os membros da igreja que viessem a passar pela Grande Tribulação.

Deve ser enfatizado que o ponto crucial dos debates que aconteceram sobre o arrebatamento era um assunto mais fundamental: a relação entre santos do Velho Testamento e os santos do Novo Testamento.
Darby fez uma separação radical entre os dois grupos de santos, postulando que a igreja (Pentecostal para o arrebatamento) tem uma glória especial e que os santos do Velho Testamento tiveram uma relação inferior com Deus. No sistema dele, a diferença entre estes grupos era vertical (distinguindo pessoas divina e terrestre), não horizontal (retratando o histórico e relação de tipologia entre promessa e realização). Newton manteve que os santos do Velho Testamento eram uma parte integrante da igreja e compartilharam na mesma glória dos santos pós-pentecostais.

Não seria preciso, porém, dizer que as visões de Darby relativas a uma dicotomia entre os santos do Velho e do Novo Testamento eram somente o resultado da controvérsia aquecida dele com Newton. No próprio pensamento de Darby parece que a visão dele deste assunto cristalizou no meio de uma indagação dual para pureza pessoal e eclesiástica. De acordo com o próprio testemunho dele, houve uma transição radical ou “libertação” acorrida durante o tempo em que ele ficou acamado devido a um dano de perna:
Quando eu vim entender que eu fui unido ao Cristo no céu [Efésios. 2:6], e que, por conseguinte, meu lugar diante de Deus foi representado pelo dele próprio, eu fui forçado à conclusão que não havia mais nenhuma dúvida com Deus deste miserável “eu” que tinha me cansado durante seis ou sete anos, em presença das exigências da lei. 23,
Assim Darby veio se deitar segure daquela justiça que está aparte da lei e que somente será achada em Cristo (Filipenses 3:9). Esta descoberta dramática que concerne santidade pessoal foi acompanhada por uma visão nova da igreja e de pureza incorporada:
"Ficou claro então a mim que a igreja de Deus, como ele considera, apenas seria composta apenas por aqueles que foram, assim, unidos ao Cristo [Efésios. 2:6], considerando que a cristandade, como é vista externamente, é realmente o mundo, e não pôde ser considerada como a "igreja." A verdadeira igreja, de acordo com este pensamento de Darby, por estar unida ao Cristo, é divina. Não tem nada que ver com o sistema eclesiástico corrupto chamado à "igreja". Igualmente, por causa de sua união com Cristo, sua glória divina futura, da era presente, não tem nada a ver com a herança terrestre de Israel. Darby escreve:
“A consciência da minha união com Cristo já tem me dado, no presente, a porção divina de minha glória, considerando que este capítulo [Isaías 32] claramente corresponde, parte por parte, ao reino terrestre.”

Foi a doutrina de Darby sobre a igreja que se tornou o agente catalisador para o resto de seu sistema. Observando atentamente a situação eclesiástica nos seus dias, Darby declarou que a igreja estava em ruínas, desviada de tal forma que se encontrava na direção diametralmente oposta ao propósito para o qual fora instituída. Por que? Porque a igreja teria “falhado como dispensação” e, por isso, teria que sofrer o julgamento de Deus, da mesma maneira que aconteceu em todas as outras dispensações. A esperança dele, tanto para a igreja como para Israel, era de que ela poderia ser salva como um resto. Qualquer tentativa para consertar a igreja seria sentenciada ao fracasso, uma vez que ela está em ruínas e não seria Deus que iria restabelece-la. Muitos crentes iriam abandonar a igreja existente e se unir em nome de Cristo. Estes seriam os irmãos que, passaram a ter o Espírito Santo como um corpo, e que são, agora, os verdadeiros representantes do corpo de Cristo na terra.

A igreja, DE ACORDO COM DARBY, não começou a existir até Pentecostes. Até mesmo desde o princípio nunca esteve composta de "filiação natural” (como os judeus). Além disso, a igreja não havia sido revelada nem mesmo no Novo Testamento. Israel havia sido um reino terrestre com promessas materiais e bênçãos. Cristo veio cumprir as promessas e ideais daquele reino terrestre, mas foi rejeitado pelo seu povo. Quando isso aconteceu, Deus “parou o relógio profético” e instituiu a igreja. Até o arrebatamento da igreja este relógio não começará novamente a funcionar, depois do que, o tempo de Deus retomará seus propósitos novamente para seu povo terrestre, Israel. Porque a igreja, como o corpo de Cristo, é divina, deve ser retirada, arrebatada da terra para que o programa terrestre de Deus com o Israel possa ser retomado.

Nota: neste ponto, ele reflete ter passado por uma iluminação cabalística, pois apresenta as duas crenças mais heréticas possíveis:
1) A igreja deverá ser arrebatada porque seria “divina”, quando, na verdade, ela somente será arrebatada para não ser destruída como aconteceu "nos dias de Noé”.
2) Deus teria, separado para si mesmo, um povo "terrestre", ou seja, um povo “segundo a carne” quando está escrito que "... os que estão na carne não podem agradar a Deus, pois esta não se sujeita a ele, nem o pode...”.
3) A Velha Aliança não teria sido abolida no calvário e deverá se retomada.
"Sois vós tão insensatos que tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?... Todos aqueles, pois, que são das obras da Lei estão debaixo de maldição..." (Gálatas 3: 3 e 10).
Se Israel é amado por Deus, como este o colocaria mais uma vez sob a maldição da Lei? Como um pregador cristão pode postular tal insensatez? Apesar de Israel ter rejeitado o Filho de Deus, ele acredita que este, simplesmente, teria ficado "esperando" o momento de retirar a Igreja, para que seus propósitos pudessem ser cumpridos, exclusivamente sobre Israel, apesar de sua rejeição? Como ele desobedeceu, Deus então mudou seus planos para fazer a vontade do "povo eleito"? Deus seria um pai que mima filhos rebeldes e faz todos os seus gostos? Mas está escrito: "eu educo e castigo aqueles que amo..."
4) A velha Aliança segundo a Lei, o concerto que “foi por Cristo abolido”, voltaria a ser válido, anulando o Novo Testamento, enquanto que as Escrituras dizem: "NÃO ANIQUILO A GRAÇA DE DEUS, POIS SE A JUSTIÇA PROVÉM DA LEI SEGUE-SE QUE CRISTO MORREU EM VÃO." (Gálatas 2: 21)
5) A realização das promessas de Deus seriam de natureza terrestre, ou seja, destinadas, exclusivamente, à pessoas de natureza terrestre, o que significa que Deus iria salvar um povo terrestre, ou seja que não "pensa nas coisas lá do alto onde Cristo esta assentado à direita de Deus Pai'".
Deus considera, entretanto, que, tanto a Jerusalém terrestre, como o povo cuja natureza humana é terrestre, são como escravos, cujos filhos deverão ser lançados fora de sua presença, como ocorreu com o filho da escrava Agar,
“... que corresponde a Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós... Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o da livre." (Gálatas 4: 25 a 30).
Portanto, a realidade é que os judeus como que não deixarem de ser terrestres e que não aceitarem a Cristo como seu Senhor e Salvador, tornando-se, assim, "habitantes dos céus", ou seja, aqueles que se não se converterem ao cristianismo bíblico e permanecerem na antiga aliança, não herdarão promessa alguma, porque não estarão sendo filhos Deus, mas, sim, escravos da Lei.
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”... ao receber a fertilidade, gera de si mesma, as outras sete potências, que não somente são interpretadas minuciosamente pelos cabalistas como os autênticos arquétipos de toda a criação, mas também com os sete ”dias primitivos”, ou estados primitivos do renascimento intradivino. (Gênesis 1)

A característica particular de cada uma dessas sete potências, ou dias primitivos, é representada com imagens de natureza elemental, mas também, com imagens da vida humana. O conteúdo mítico desses símbolos é infinitamente rico; mas em nada se manifesta mais claramente que na simbologia segundo a qual este Deus, que se revela no mundo das sefirot, é precisamente o homem em sua formação mais pura, Adão Kadmom (Adão Celeste), o homem prototípico. O Deus que pode ser contemplado por este homem representa-se a si mesmo, precisamente como o homem prototípico.” (Gershon Scholem, “A cabala e seu simbolismo”, Siglo Ventiuno Editores, 10ª Edição, págs.113 e 114)
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Então, o estabelecimento do reino milenar é a esperança de Israel. Todas as ações de Deus, para com o Israel, foram feitas na direção daquele “Reino”. A nação ocupará a terra prometida, então, o templo será reconstruído (Ezequiel. 40-42), Os sacrifícios serão reinstituídos (Ezequiel. 43, 44, 46), o Cristo se sentará no trono de David, as nações reconhecerão Israel como o povo escolhido de Deus e Israel reconhecerá a Jesus como o Messias judeu. Uma vez mais o evangelho do Reino (primeiro proclamado nos Evangelhos) será pregado; somente neste tempo Israel acreditará nisto. Tudo isto acontecerá como realização das alianças que Deus fez com seu povo, especialmente a aliança incondicional que ele fez com Abraão.

Esta bifurcação existente entre o Israel e a igreja na teologia de Darby vai de mãos dadas com a sua dicotomia para a hermenêutica. Muitos dispensacionalistas são muito radicais em enfatizar que aquela interpretação literal mente à fundação do seu sistema. Mas eles não precisam ler muito para descobrir que aquele dispensacionalismo radical emprega inconsistentemente a hermenêutica literal. É a dicotomia deles entre Israel e a Igreja que mente à raiz de sua própria hermenêutica literal e não vice-versa. As seguintes porções dos escritos de Darby ilustram o ponto:

Primeiro em profecia, quando a igreja judaica ou nação (exclusivo do parêntese gentil na sua história) está preocupada, i.e., quando o endereço é dirigido aos judeus, lá nós podemos procurar um testemunho claro e direto, porque coisas terrestres eram a porção formal dos judeus. Pelo contrário, onde o endereço é aos gentios, i.e., quando os gentios estão preocupados com isso, lá nós podemos procurar quaisquer símbolos, porque as coisas terrestres não eram a sua porção, e o sistema de revelação a eles deve ser simbólica. Quando então são enviados fatos para a igreja judaica como um corpo subsistindo, sobre o que se concerne que eu procuro uma planície, bom senso, declaração literal, sobre umas pessoas com quem Deus teve procedimento direto na terra.
Profecia se aplica corretamente para a terra; seu objeto não é o céu. Ocupa-se sobre coisas que devem acontecer na terra; e não vendo isto a igreja se enganou. Nós pensamos que nós mesmos tivemos dentro de nós a realização destas bênçãos terrestres, considerando que somos chamados para desfrutar bênçãos divinas. O privilégio da igreja é ter sua porção nos lugares divinos; e serão derramadas mais recentes bênçãos sobre o povo terrestre. A igreja é completamente separada por algum tipo de economia divina, durante a rejeição do povo terrestre, que é oprimido por causa de seus pecados e lançado fora dentre as nações, fora do meio das nações que Deus escolheu para o prazer de glória divina com o próprio Jesus. O Senhor tinha sido rejeitado pelas pessoas judias, apesar de ser uma pessoa completamente divina. Esta é a doutrina que nós achamos peculiarmente nas escritas do apóstolo o Paul. Este não é o Messias dos judeus, mas um Cristo exaltado, glorificado; e é por querer falar desta verdade que a igreja se tornou assim perseguida.

O intrincado dispensacionalismo de Darby, em resumo, é o seguinte:

1. Uma distinção rígida entre o Israel e a igreja, entre o "povo terrestre" e "povo divino" de Deus.
2. Uma interpretação literal das profecias usada sempre em relação às "pessoas terrestres", e uma interpretação espiritual destas, sempre que se tratasse da igreja;
3. A natureza parentética da igreja;
4. A doutrina do arrebatamento secreto da igreja (somente com "a retirada" das “pessoas divinas” Deus poderia retomar seu “relógio profético” para com seu povo terrestre, ou seja, para com os judeus).
5. A expectativa de um milênio judaico terrestre
6. Uma dicotomia rígida entre a lei e a graça
7. Uma avaliação separatista negativa da igreja institucional existente.

Mais tarde alguns dispensacionalistas modificariam o sexto destes tópicos, a dicotomia entre lei e graça. Por exemplo, considerando que as notas da Bíblia de Referência Scofield originais em “Grace" contrasta a dispensação da graça com a da lei declarando:
“O ponto decisivo não é nenhuma obediência, mais perseverante da lei, como condição para a salvação, mas, sim, a aceitação ou rejeição a Cristo”, No mesmo lugar, a nova versão da Bíblia de Referência Scofield diz: “Antes, a salvação do homem era obtida pela fé em Cristo, sendo fundamentado em Cristo está nos reconciliando através do sacrifício, visto antecipadamente por Deus; agora é revelado claramente que salvação e justiça são recebidas pela fé no Salvador crucificado e ressuscitado.”.

Seguramente qualquer que compare cuidadosamente estas doutrinas propagadas por Darby com cristianismo histórico será golpeado por suas novidades. Até mesmo um dos proponentes do dispensacionalismo, Harry A. Ironside, falando do dispensacionalismo que ensina na igreja e que não foi profetizado claramente no Velho Testamento, afirma que este ensino que não existia até ser introduzido por Darby:
De fato, trazido à frente, pelas escritas e pregações de um ex-clérigo distinto, Sr. J. N. Darby, no início do último século, foi encontrado, apenas superficialmente, em um único sermão escrito ao longo de um período de 1600 anos!
Se houver qualquer dúvida nesta afirmação, podem procurar, entre os escritores que fizeram alguma investigação:

* As observações dos assim chamados pais, tanto pré como pós-Nicéia.
* Os tratados teológicos dos filósofos escolásticos
* Escritores católicos romanos de todo espectro de pensamento
* A literatura da Reforma
* Os sermões e exposições dos Puritanos
* Os trabalhos teológicos gerais do dia

A EXPANSÃO DO ENSINO DE DARBY NA INGLATERRA

A devoção opressiva de Darby e o zelo de muitos dos seus seguidores foram instrumentos que ganharam muitos convertido para dispensacionalismo.
Mais dois fatores externos somaram ao ímpeto do movimento novo na Inglaterra, nos anos que seguem 1843:

I) Um dos fatores foi o colapso do premilenarismo historicista. Quando as notícias chegaram a Inglaterra, de que a predição de William Miller que a segunda vinda era acontecer em 1843 tinha provado como falsa, os premilenaristas sofreram um retrocesso. Quando Hatley Frere era tipo negrito bastante para insistir que os judeus regressariam à Palestina com um templo reconstruído em 1865 e aquele Catolicismo romano seria destruído por 1864, e aquele Napoleão seria o Anticristo, ele se tornou um ponto pacífico e os graus dos Darbyitas incharam.

ll) O outro evento que beneficiou o movimento inicial do dispensacionalismo na Inglaterra foi o reavivamento de 1859. Porque foi conduzido, predominantemente, não por religiosos, e, porque, em nenhuma parte, havia não religiosos tão bem treinados e tão habituados a ajudar, mais que o movimento dos Irmãos. Os evangelistas da irmandade de Plymouth estavam no coração do reavivamento. Como resultado, nenhum outro grupo na Inglaterra se beneficiou, proporcionalmente, mais deste revivamento do que os Irmãos de Plymouth.
Subseqüentemente, como o movimento interdenominacional cresceu fora deste reavivamento e sempre com o ministério poderoso de D.L. Moody na Inglaterra, o dispensacionalismo achou um abrigo, como um movimento desinibido, nas denominações sectárias e estruturais.
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JOHN NELSON DARBY

“J. N. DARBY era o filho mais jovem de John Darby, do Castelo de Leap, Condado de King. O ano de seu nascimento, em Westminster, foi 1800, que também foi o de E. B.Pusey, que, mais tarde, iria LUTAR PELO ANGLO-CATOLICISMO; também terminando, a carreira de cada um deles, no mesmo ano.
O nome “Nelson” foi derivado da ligação entre seu tio, Henry Darby, Comandante do navio “Bellerophon”, que participou da batalha do Nilo, e o famoso almirante Lord Nelson. Ele foi educado na Westminster School, e, depois, na Faculdade de Trinity, em Dublin (Irlanda), onde se formou, em 1819, com a medalha clássica.
Foi convocado para trabalhar na Chancelaria Irlandesa, mas, logo depois disso, no ano de 1825, foi ordenado DIÁCONO, pelo Arcebispo Magee, por quem foi nomeado PÁROCO no ano seguinte. Ele foi designado para a paróquia de Wicklow, na cidade de Calary, onde residiu numa cabana de camponeses que havia sido construída sobre um pântano.
A Viscondessa de POWERSCOURT após ter assistido as Conferências de DRUMMOND15 sobre “Profecias”, em Albury (Inglaterra), começou a gostar das reuniões e realiza-las em sua mansão, perto da cidade de Bray, através das quais Darby encontrou-se com A.N.Groves e J.V.Parnell (Lord Congleton), apresentado por seu amigo J.C.Bellet, que também estava em contato com Edward Cronin e outros ...
Darby renunciou à sua posição paroquial em 1827, e, no ano seguinte em Dublin, completou a sua separação da Instituição ao romper relações com alguns membros...
No ano de 1837 Darby levou seu “testemunho” ao continente, começando com os Metodistas, na Suíça, de maneira que, por volta de 1840, já haviam sido criadas várias congregações de língua francesa, após suas conferências sobre a esperança da igreja de Deus, proferidas em Genebra. Foi à partir de seus “Estudos sobre a Palavra” que foi escrito sua obra “Sinopse dos Livros da Bíblia”. Visitando Plymouth, mais uma vez, em 1845, ele encontrou um considerável de seguidores do seu ensino sobre ministério, justificação e arrebatamento secreto, etc. Nesta ocasião, J.N.Darby se retirou da reunião, que, então, vinha sendo dominada por Newton, acontecendo, assim, a primeira divisão dentre daquela, assim chamada, “irmandade”.
Depois de desenvolver seu trabalho na França, a partir de 1853, Darby trabalhou entre os batistas, na Alemanha, e surgiram assembléias de crentes em Dusseldorf, Elberfeld, etc. para as quais editou a “Bíblia de Elberfeld”. [...]
A partir de 1859, além dos campos de trabalho já mencionados, J.N. Darby trabalhou no Canadá, nos Estados Unidos, nas Índias Ocidentais e Nova Zelândia, juntamente com Holanda e Itália.
Durante cinqüenta anos ele esteve fortemente envolvido na exposição literal das Escrituras.
A “Sinopse”, que foi recomendada, pelo Bispo Ellicott, aos estudantes de teologia de Gloucester, obteve dentre os seguidores de J.N.Darby uma autoridade semelhante àquela obtida pelas “Notas de Wesley” entre os metodistas.
O Professor Stokes descreveu este fato como o aparecimento de “padrão de apelo evangelístico”. Cada desvio desse modelo era recebido com um “ressentimento amargo”. (“Bíblia do Pregador”, Atos l, página 382). [...]
Do primeiro pequeno grupo em Dublin, Groves, Bellet e Cronin já haviam falecido – Lord Congleton, pouco tempo depois, também viria a falecer – até que chegou a vez de J.N. Darby, no dia 29 de abril de 1882. Nos seus últimos dias em Bournemouth, Darby deixou escrito que não tinha nada do que se arrepender; aquele Cristo (Jesus?) tinha sido o seu único objetivo...
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MARGARETH TEVE A PRIMEIRA ALUCINAÇÃO. Então, esta visão da Srta. Macdonald rapidamente se espalhou por todo o Império Britânico. Não importa se o Sr. Darby tomou essa idéia da Srta. Macdonald ou se ele a retirou da Universidade de Oxford16 . O QUE IMPORTA É QUE ESTA MESMA IDÉIA PAGÃ FOI ESPALHADA PELO SR. DARBY E POR...

1) SCOFIELD: O LIDER CRISTÃO COM PÉS DE BARRO

Enquanto que Cyrus Ingerson Scofield pode ser considerado, com justiça, como sendo o pai do Dispensacionalismo Americano e seu expoente mais popular, através das diversas edições e variantes da Bíblia de Referência de Scofield, sua vida pessoal é coberta de mistério; sendo um dos mais bem guardados e, talvez, um dos mais embaraçosos segredos do Fundamentalismo Americano.

Ernest Sandeen insiste que “... no calendário dos santos Fundamentalistas nenhum nome é mais bem conhecido ou mais reverenciado”. No entanto, enquanto são escritos numerosos textos respeito de membros das primeiras irmandades, tais como J.N. Darby, e de outros dispensacionalistas americanos contemporâneos, tais como D. L. Moody, o Sr. C. I. SCOFIELD permanece como uma figura ilusória e enigmática. Somente duas biografias foram publicadas; uma por um companheiro dispensacionalista que exalta Scofield17, e, a outra, a partir de uma perspectiva reformada, que o expõe como moralmente inadequado para o ministério cristão. Uma conciliação dessas duas perspectivas é difícil, senão impossível. George Trumbill, o biógrafo de Scofield, escrevendo em 1920, alega:

“O Dr. Scofield ama toda a Natureza, não somente homens, mulheres e crianças, mas todo o mundo criado, ainda tão bonito a despeito daquilo que Satanás e os pecadores têm feito para arruinar a obra de Deus.”

“O Dr. Scofield ama toda a Natureza, não somente homens, mulheres e crianças, mas todo o mundo criado, ainda tão bonito a despeito daquilo que Satanás e os pecadores têm feito para arruinar a obra de Deus.”

[...]

A investigação detalhada feita por CANFIELD18 sobre o passado de Scofield, retrata uma pessoa muito diferente. Há discrepâncias entre as próprias reminiscências de Scofield, a biografia de Trumbill, a correspondência familiar e os atuais registros públicos a respeito de vários aspectos da vida e do ministério de Scofield, tanto antes como DEPOIS de sua alegada conversão, ordenação e associação com o DR. D.L. MOODY.
Elas variam do trivial ao repreensível:

1. Sua reivindicação em haver lutado com o General Lee é controversa, assim como é a sua condecoração por serviços prestados no exército dos Confederados em l861.
2. Sua “situação de perjúrio” por prestar juramento no Tribunal de Kansas, em Junho de 1873, negando que estivesse servido no exército dos Confederados, um posto que teve de renunciar, somente seis meses mais tarde; além das condenações por extorsão e chantagem que foram bastante divulgadas.
3. O abandono de sua primeira esposa Leontine, e das filhas Abigail e Marie-Helene a partir de 1877 e suas falhas na provisão do sustento das mesmas.
4. A reivindicação sem fundamento que ele fora admitido ao Tribunal de St. Louis e exercido a Advocacia.
5. As discrepâncias envolvendo sua alegada conversão na prisão, em 1879 e, também, quanto ao exercício da advocacia.
6. As penas criminais por fraude e desfalque contra ele, entre 1877 e 1879, sendo algumas delas APÓS SUA ALEGADA CONVERSÃO, resultando, em pelo
7. menos um dos processos, uma SENTENÇA DE PRISÃO.
8. Sua persistente recusa mesmo como um ministro Cristão, em restituir dinheiro aos que fraudara.
9. O constrangimento pelos procedimentos de divórcio iniciados contra ele, por sua esposa Leontine, em l881, enquanto ele era pastor da Igreja Congregacional de Hyde Park, St. Louis. Os autos do processo de divórcio culpavam Scofield pela sua “... grande negligência de seus deveres...”, “... tendo fracassado em contestar esta reclamação a respeito de seus filhos, e, também, em contribuir devidamente para o sustento deles, e de não ter feito nenhuma provisão em alimentação, vestuário ou uma casa para que eles morassem...”. Em 1883, a Corte decidiu em favor de Leontine, após alguma demora, e expediu um decreto de divórcio em dezembro daquele ano, descrevendo Scofield como “... não sendo uma pessoa adequada para ter a custódia dos filhos”.
10. Sua nomeação como pastor para a Primeira Igreja Congregacional de Dallas em l882, feita por James H. Brookes, efetuada, aparentemente, sem referencia e sem o conhecimento sobre a negligência de suas obrigações em prover sustento para sua família.
11. Existem discrepâncias nos registros de seu alegado treinamento teológico, anterior à ordenação.
12. Há discrepâncias quanto à duração contraditória de seu namoro e a data de seu segundo casamento com Hettie Van Wark, em Março de 1884, que ocorreu somente três meses após sua chegada a Dallas, e a finalização do seu divórcio.
13. Foram levantadas dúvidas sobre as reivindicações feitas por Scofield de que ele teria feito diversas visitas a Londres antes de l903, e de que ele tenha estudado e conferenciado em Roma, Paris, Genebra e Berlim entre 1906 – 1907.
14. Scofield aparentemente doutorou-se em 1892. A Conferência Bíblica em Northfield, cita, em 1897, o nome de Scofield com um título de doutor, mas ainda não há evidência deste título lhe ter sido conferido por uma universidade ou faculdade. “Nós não estamos cientes de nenhuma instituição que concedesse títulos de graduação, ou que, na década de 1890 reconhecesse qualquer obra dispensacionalista.”
15. Em 1904, dirigindo-se a uma reunião de veteranos Confederados em Dallas, Scofield fez observações pejorativas e racistas a respeito de negros e brancos.
16. Existem maiores discrepâncias quanto ao seu ingresso no “Quem é Quem” na América de 1912, todas em termos de más afirmações, impropriedades de fatos e omissões, inclusive quanto às datas de seus matrimônios, aos nomes de seus três filhos e ao divórcio subseqüente.
17. Em 1901 e 1921, não obstante os significativos “royalties” provenientes da Bíblia de Referência Scofield, ele escreveu às suas filhas Helene e Abbie, explicando-lhes sua impossibilidade de ajudá-las financeiramente porque estava sofrendo de “Scofieldite” crônica, seu eufemismo para “uma bolsa que se tornou tristemente vazia”.

Dando notoriedade a Scofield em Kansas, depois da sua bem divulgada conversão e associação com o D.L. MOODY, muitos artigos de jornais tentaram agrupar alguma coisa de sua devassada carreira. Um artigo originalmente publicado no jornal “Atchison Patriot” foi compilado pelo jornal “Topeka”.
O “DAILY CAPITAL” de 27 de Agosto de l881 incluía o seguinte:

“Cyrus I. Scofield, anteriormente do Kansas, antigo advogado, político e desonesto de um modo geral, voltou à tona novamente e promete, mais uma vez, reunir em torno de si aquele elo de notoriedade que o fez tão proeminente no passado... No ano passado... Cyrus cometeu uma série de falsificações em St. Louis que não puderam ser esquecidas tão facilmente e, o jovem cavalheiro irregular, foi forçado a permanecer na cadeia de St. Louis por um período de seis meses.”

Dentre os muitos atos maliciosos que caracterizaram sua carreira, houve um particularmente cruel, que chegou ao nosso conhecimento pessoal. Logo após ele ter deixado Kansas e abandonando sua esposa e dois filhos, tornando-os dependentes da generosidade de sua sogra, ele escreveu a sua esposa dizendo que ele poderia investir uns $ 1.300 (Um mil e trezentos dólares) do dinheiro da mãe dela, e isso era tudo o que ela possuía, de forma que rendesse muitos juros. Após algumas correspondências, Scofield enviou a elas uma hipoteca, assinada e elaborada por um tal de Charles Best, tentando convencê-las a entregar a valiosa propriedade em St. Louis. Mediante isso, o dinheiro foi enviado. A hipoteca foi mais tarde reconhecida como uma falsificação, não havendo nenhuma pessoa com o nome Charles Best, e, descobriu-se que propriedade entregue para ser hipotecada, era fictícia...
Um representante do “The Patriot” encontrou em nossos dias certas correspondências da Sra. Scofield que demonstram que ele nada fez quanto a apoiá-la e aos filhos. A frágil mulher disse:
“Eu, com muita alegria, darei a ele a liberdade matrimonial que ele deseja. Eu não me importo com quem ele se case, ou quando, mas o que eu realmente quero é que ele me ajude a dar às nossas pequenas filhas o apoio e a educação que elas deveriam ter.”

Em seguida à morte de D.L. Moody em 1899, quando se soube que Scofield havia oficiado o funeral, o interesse da imprensa secular foi, mais uma vez despertado, e, mais histórias sobre Scofield vieram à tona. O seguinte texto foi extraído do jornal da cidade de Kansas (“The Kansas City Journal”) de 28 de Dezembro de l899:

“O pastor que pronunciou o sermão e que presidiu ao funeral de Dwight L. Moody, o famoso evangelista, foi o reverendo C.I. Scofield... Scofield chegou ao Condado de Nemaha em l872, bem a tempo de ser indicado na cadeira republicana para membro da legislatura. Ele foi eleito, e, embora fosse, ostensivamente, um partidário do Senador Pomeroy, tornou-se um amplo instrumento na causa da eleição de Ingalls... como recompensa por seus serviços, ele foi nomeado advogado-distrital dos Estados Unidos para aquele estado. Porém, não ficou nesta função por muito tempo. Ele foi exonerado em desgraça devido a algumas transações financeiras suspeitas que o deixaram endividado numa cifra de milhares de dólares junto ao quadro de proeminentes Republicanos... então, seguiu-se uma crise que obrigou Scofield a renunciar do seu cargo Federal; e deixar o estado... Enquanto estava na prisão, ele fora visitado por um grupo de senhoras cristãs que oravam com ele e trabalhavam para sua conversão, e, após ser libertado da prisão, ele ingressou no ministério Congregacional. O seu primeiro pastorado foi em Dallas, Texas, onde ele construiu uma das mais ricas e mais aristocráticas organizações da Igreja naquele Estado... Quando era procurado pelos seus credores de Kansas, o pastor Scofield declarava ser pobre e incapaz de pagá-los, mas, nunca falhou em fazer a coisa certa e fácil ao renovar suas notas de débito. Até o ponto em que aqueles que o conhecem melhor são capazes de julgar, a sua conversão é de natureza duradoura, e, como foi observado uma vez por seu velho amigo e partidário, o sarcástico Sr. Ingalls, “Nenhum homem pode duvidar da eficácia do esquema da salvação cristã , tendo em vista a história de Scofield”.”

CANFIELD faz a seguinte declaração sobre esses relatos seculares contemporâneos, ainda não discutidos:

“Se Scofield tivesse ludibriado os principais políticos republicanos de Kansas, obviamente ele teria que partir!. Mas, esses mesmos líderes republicanos, não podiam divulgar publicamente que eles haviam sido envolvidos. Assim sendo, o único caminho foi o de fazer Scofield ”desaparecer”, permitindo que o escândalo se esvaziasse... A estória da extensão bastante casual das notas de débito de Scofield, que haviam sido elaboradas para devolver o dinheiro dos fundos roubados, não surpreende. Ela está totalmente de acordo com a natureza contraditória do Dispensacionalismo QUE SCOFIELD HERDOU DE J.N. DARBY. Em vez de permitir que a obrigação legal terminasse com o estatuto das limitações, Scofield pagou o estatuto com as suas notas de debito, muito embora não tivesse nenhuma intenção de devolver aquele dinheiro.”

Estes fatos desagradáveis referentes à vida e ao caráter de Scofield nunca foram devidamente respondidos ou explicados pelos seus seguidores. O motivo para sua aceitação repentina e subseqüente integração, dentro de um grupo de fundamentalistas cristãos ricos e influentes, parece inexplicável, dadas as suas supostas ligações rígidas aos padrões bíblicos de moralidade e critérios exatos para uma liderança cristã. Conforme Canfield insiste corretamente:

“... a autenticidade na conversão e o acompanhamento na mudança do coração incluem a restituição. Tal foi uma condição absoluta na Velha Dispensação.”

O comportamento de Scofield antes e depois de sua alegada conversão é, entretanto, consistente com, e ilustrativo da contraditoriedade inerente ao rígido dispensacionalismo de Darby, que Scofield popularizou. Numa mensagem publicada em l893 denominada “Ö propósito de Deus nesta Era”, Scofield parece se aproximar ao descrever a sua própria experiência, pessimista e pré-determinada, assim como, de maneira geral, é a experiência do dispensacionalismo. Falando das suas sete dispensações, Scofield conclui o seguinte:

“Como você sabe, elas são marcadas, desde o seu início, por algumas provas novas para o homem, assim como até o seu final, por algum ato de julgamento, pois, no final, o homem sempre se torna falho.”

2) A LIGAÇÃO ENTRE DARBY E SCOFIELD NO
DESPERTAR DO DISPENSACIONALISMO

Como um novo cristão e muito “analfabeto”, Scofield foi profundamente influenciado e, realmente, educado pelo reverendo. James H. Brookes, que era ministro da Igreja Presbiteriana da Walnut Street, em St. Louis, e, mais tarde, se tornaria conhecido como “O pai do dispensacionalismo americano”. Brookes apresentou Scofield e, provavelmente, também, Darby para D.L. Moody. Brookes tinha simpatia pela visão dispensacionalista de Darby, de uma Igreja decadente, corrupta e sem esperança, mas, sabe-se que eles se encontraram durante as cinco visitas que Darby fez a St. Louis entre 1864 – 1865 e, depois, novamente, entre 1872 – 1877, Canfield observa:

“Quando o recém-convertido Scofield mudou-se das falsificações para um trabalho cristão, em 1879, ele encontrou um “nicho” na cristandade originado pelo consenso existente entre as denominações reconhecidas... ele iniciou seu trabalho numa cidade da América do Norte que havia sido “separada” por John Nelson Darby para a “implantação concentrada” da “marca” registrada do ensino bíblico de Darby.”

Scofield, servindo como discípulo de Brookes, provavelmente fez mais que qualquer outra pessoa para tornar popular a diferenciada perspectiva teológica de Darby; baseando suas notas de referencia na própria tradução idiossincrática da Bíblia, que havia sido feita por Darby. Clarence Bass observa:

“O paralelo entre as notas de rodapé da Bíblia de Scofield e as obras de Darby revela, de forma muito clara, que Scofield não era apenas um estudante das obras de Darby, mas, que TOMAVA EMPRESTADO idéias, palavras e frases em grande quantidade.”

Até mesmo de acordo com um dos próprios biógrafos de Darby:

“Suas percepções das verdades das Escrituras são a fonte da qual as Bíblias de Referência Scofield obtêm suas notas características”.

Gerstner diz que a semelhança entre Scofield e Darby “é profunda e sistemática”. É importante salientar, porém, que, nem na Introdução à sua Bíblia de Referência, nem nas notas de referência, Scofield fez qualquer referência à sua gratidão a Darby. Neste sentido, Scofield estava seguindo simplesmente o exemplo de seu mentor, Brookes. Scofield reivindicava suas idéias como sendo o fruto de cinqüenta anos de estudos da Bíblia de Referência Scofield, pois ele havia se convertido somente em 187919, como todos sabem. Devemos supor que Scofield quis dizer do estudo de outras pessoas. Pelo menos, particularmente, Scofield realmente reconheceu a influência de Arno C. Gaebelein, que foi, provavelmente, o responsável pelos textos proféticos contidos na Bíblia de Referência Scofield. Como Scofield, Gaebelein havia sido orientado por James BROOKES que, ele admitia, “tê-lo tomado literalmente sob suas asas”. No dia 2 de setembro de 1905, Scofield escreveu o prefácio de “A Harmonia do Mundo Profético”, escrito por Gaebelein, que havia “devorado”. Nele Scofield reconheceu:

“Meu irmão amado: por todos os meios siga suas próprias visões sobre a análise profética. No campo das profecias eu me assento sob seus pés e cumprimento, antecipadamente, os futuros leitores da minha Bíblia, por terem em suas mãos um guia seguro, claro e saudável que os conduza no caminho que, para a maioria das pessoas, é um labirinto. Atenciosamente, com amor em Cristo, seu amigo, Scofield”.

Existe, também, uma provável possibilidade de que um outro escritor sem atributos tenha influenciado Scofield: Um autor que vivia muito mais próximo de sua casa, embora um tenha sido um tanto quanto mais controverso que foi J.R. GRAVES, ministro batista da região sul, da cidade de Arcádia, próximo a Memphis. Graves publicou um trabalho intitulado “A Obra de Cristo consumada em sete dispensações”, já no ano de 1883.
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“A OBRA DE CRISTO CONSUMADA EM SETE DISPENSAÇÕES20”

20Na verdade o obra de Cristo foi consumada, de uma vez por todas no Calvário, quando ele mesmo, em sua agonia, exclamou: ESTA CONSUMADO! E se Jesus afirmou que a obra da redenção está consumada, significa que esta já foi concluída por completo: De uma vez por todas: Tudo o que era preciso foi feito, por ele, até aquele momento. Qualquer insinuação ao contrário disso, provém do maligno, e tem a óbvia intenção de VITUPERAR a plenitude do sacrifício de Jesus, diminuindo-o, tanto em relação à sua eficácia, quanto à sua abrangência, porque, conforme esta escrito, Cristo “... com UMA SÓ oblação, aperfeiçoou PARA SEMPRE os que são santificados.” (Hebreus 10: 14) “...vindo Cristo... por seu próprio sangue, entrou UMA VEZ no santuário, havendo efetuado uma ETERNA REDENÇÃO.”(Hebreus 9: 11) Pois a vitória alcançada por Jesus naquela cruz, foi para sempre e para todos, e nisso não há diferença entre povos e pessoas, conforme, o dispensacionalismo afirma erroneamente e de forma herética,...

* “Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor DE TODOS, rico para COM TODOS os que o invocam. Porque TODO AQUELE que invocar o nome do Senhor será salvo.”(Romanos 10: 12 e 13)
* “Mas, agora, se manifestou... a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo PARA TODOS e SOBRE TODOS os que crêem; PORQUE NÃO HÁ DIFERENÇA.” (Romanos 3: 22).
* “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando UM CORPO, quer judeus quer gregos e todos temos bebido DE UM ESPÍRITO.”(I Coríntios 12: 13)
* “Nisso não há judeu, nem grego; não há servo nem livre; porque VÓS TODOS SOIS um em Cristo Jesus” (Gálatas 3: 28)
* “... o qual DE AMBOS OS POVOS FEZ UM... para criar em si mesmo DOS DOIS, UM novo homem, fazendo a paz, e pela cruz, reconciliar AMBOS com Deus EM UM CORPO... porque, por ele, AMBOS TEMOS ACESSO AO PAI EM UM MESMO ESPÍRITO.” (Efésios 2: 12 a 18)
* “... onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é TUDO EM TODOS.” (Colossenses 3: 10 e 11)
* “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas, que lhe é agradável, aquele que, EM QUALQUER NAÇÃO, o teme e faz o que lhe e justo.” (Atos 10: 34 e 35)

Ninguém recebeu nenhuma autorização de Deus para dar ouvidos a pastores, denominações ou teólogos que estejam EM DIVERGÊNCIA COM A PALAVRA DE DEUS. Ninguém recebeu, tampouco, qualquer permissão para aceitar “deliberações” teológicas de instituições que se auto-intitulam “igrejas” quando estas contradizem a sã doutrina firmemente estabelecida pelo Novo Testamento. De fato, somos livres para “acreditar livremente”, no entanto, “cada um de nós deverá dar conta de si mesmo a Deus”, e, no tocante a essa questão, ao discordar das Escrituras, despojam-se, a si mesmos, de toda autoridade o mandato divino sobre qualquer rebanho que seja. Sendo pastores, tornaram-se lobos em peles de ovelhas, atraindo, sobre si mesmas graves conseqüências que não tardam a chegar. “... houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também, falsos doutores, que introduzirão encobertamente HERESIAS DE PERDIÇÃO, e NEGARÃO O SENHOR QUE OS RESGATOU, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão suas dissoluções; pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por AVAREZA, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.”(II Pedro 2: 1 a 3) Jesus nunca fez qualquer promessa, nem deu garantia nenhuma, de que, com toda a certeza, a verdade de Deus estaria nestes “templos feitos por mãos humanas” ou nessas comunidades, assim chamadas, evangélicas. Pelo contrario: Cristo afirmou justamente o oposto disso, e, até mesmo, profetizou contra esta confiança ilusória nos templos e nas instituições religiosas humanas, que se AUTOPROCLAMAM autorizadas, ungidas ou enviadas, por Deus, para o ministério, dizendo, através da boca de Estevão, o mártir, que: “... O ALTÍSSIMO NÃO HABITA
“A OBRA DE CRISTO CONSUMADA EM SETE DISPENSAÇÕES”
J.R. GRAVES - 1883

Este título demonstra um esquema de dispensacionalismo bastante semelhante àquele que foi usado, mais tarde, na Bíblia de Referência Scofield. Por alguma razão estranha, Graves quase nunca é mencionado pelos escritores do dispensacionalismo que são considerados batistas... Desde que a obra de Graves teve sua circulação inicial na região que Scofield estava usando como uma base, a possibilidade de uma dívida não reconhecida para com Graves deve ser considerada. Com a falta de treinamento formal de Scofield e a necessidade para aprender rapidamente, nenhuma fonte razoável de ajuda deveria ser ignorada.

É provável que Graves não fosse aceitável aos dispensacionalistas, uma vez que ele enfatizava a importância da Igreja visível, nos propósitos de Deus, algo fortemente negado pelos Irmãos de Plymouth, com sua doutrina de uma “Igreja decadente”.

3) A HERMENÊUTICA DISPENSACIONALISTA DE SCOFIELD:
“DIVIDINDO CORRETAMENTE A PALAVRA DA VERDADE”

Em 1888 Scofield publicou seu primeiro trabalho chamado “Dividindo corretamente a Palavra da Verdade”. Nessa obra, apresentou os princípios hermenêuticos do dispensacionalismo que ele estivera, segundo dizem, ensinando em suas aulas sobre a Bíblia (princípios que se tornariam pressuposições teológicas), além de estarem nas anotações de sua “Bíblia de Referência Scofield”. Não é surpreendente que tenham sido os editores da “Casa dos Irmãos de Plymouth”, os Irmãos Loiseaux, de New York, os impressores da primeira edição e que estes tenha continuado a fazê-lo por mais um século.

Scofield iniciou seu trabalho citando a segunda carta de Paulo a Timóteo, parte da qual foi usada como sendo o titulo do livro.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem, a Palavra da Verdade.” (II Timóteo 2:13).

A Palavra da Verdade teria, então, certas divisões, as quais deveriam ser evidentes para nós, os obreiros, os quais, se não as observassem, teriam “do que se envergonhar”. Da mesma forma, qualquer estudo sobre a Palavra que ignosse estas divisões deveria ser considerado extremamente inútil e confuso21 . O propósito deste folheto é indicar as divisões mais importantes da Palavra da Verdade...

O Índice enumera os ensinamentos como:

* JUDEU, O GENTIO, E A IGREJA DE DEUS.
* AS SETE DISPENSAÇÕES
* OS DOIS ADVENTOS
* AS DUAS RESSURREIÇÕES
* OS CINCO JULGAMENTOS
* LEI E GRAÇA
* AS DUAS NATUREZAS DO CRENTE
* A POSIÇÃO DO CRENTE E O ESTADO
* SALVAÇÃO E RECOMPENSA

O primeiro ensinamento determina o teor para todo o futuro ensinamento dispensacionalista ao oferecer uma nova interpretação do verso:

“Não pratique nenhuma ofensa, nem aos judeus, nem aos gentios, nem à Igreja de Deus”. (I Coríntios 10:32).

Scofield tenta justificar a divisão do mundo em três classes de pessoas, Judeus, Gentios e a Igreja, uma idéia que é “a cortina e o ferro do ensino dispensacionalista”22 , ainda que falte qualquer base bíblica. Há somente duas classes de pessoas consistentemente mencionadas no Novo Testamento, aquelas que acreditam em Jesus Cristo e aquelas que não, não importando sejam eles judeus ou gentios. Paulo está simplesmente aconselhando aos Coríntios que eles deveriam, no seu testemunho por Cristo, respeitar os costumes que são diferentes nos judeus e nos gentios. Não há qualquer base, no Novo Testamento, para a idéia de que os judeus permaneçam especiais para Deus exteriormente, fora da sua associação com o Corpo de Cristo.23

No segundo ensinamento, Scofield desdobra a crença dispensacionalista crescente de que a história bíblica deveria ser dividida em sete “dispensações”.
Estes períodos estão marcados nas Escrituras por alguma mudança no método de Deus para lidar com a humanidade, com respeito a duas questões, a do pecado, e a da responsabilidade do homem. Cada uma das dispensações pode ser considerada como um novo teste para o homem natural, e, cada uma delas termina em um julgamento – marcando a completa falta de sucesso do mesmo, em cada dispensação.

Seu terceiro ensinamento cria um outro teste típico dos Irmãos de Playmouth e dos dispensacionalistas, pois faz com que o ponto de vista de uma pessoa, a respeito do retorno de Cristo e do “arrebatamento secreto”, se transforme numa espécie de “teste de ortodoxia”24 . Nenhum esquema escatológico alternativo é reconhecido. A implicação está clara: Se uma pessoa não aceita uma escatologia dispensacionalista, é porque não acredita no retorno do Senhor e não estão se submetendo à autoridade das Escrituras.25
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Como “autoridade das Escrituras” Scofield quis explicar sua própria e rígida hermenêutica literal, quanto à aproximação às Escrituras. Assim, por exemplo, ele insiste que:

“Em nenhuma circunstância existe de um cumprimento “espiritual” ou figurativo das profecias. Jerusalém é sempre Jerusalém. Israel é sempre Israel, Sião é sempre Sião... As profecias nunca podem ser espiritualizadas, mas, elas são sempre literais.”

O “liberalismo” de Scofield estendeu-se mesmo para a exata fraseologia verbal. Isto o levou a reivindicar a existência de sete dispensações, oito acordos formais e onze grandes mistérios. James Barr em sua “Crítica ao Fundamentalismo”, reserva algo de sua mais forte linguagem para a hermenêutica literal de Scofield, a qual ele descreve de forma bastante sarcástica como uma “FANTASIA MITO-POÉTICA”, comparável com os “Poemas Apocalípticos de Blake”.
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Com o favor e a responsabilidade valorizada pelo Instituto Bíblico de Moody e pelo Seminário Teológico de Dallas, o pequeno livro de Scofield tem superado, subseqüentemente, numerosas edições e tem sido reimpresso por diversas editoras. Os Editores Bíblicos de Dallas, por exemplo, imprimiram 35.000 cópias durante o período de nove anos: de 1945 a 1954.

4) SCOFIELD, OS IRMÃOS DE PLYMOUTH E O MOVIMENTO DE CONFERÊNCIA DA PROFECIA BÍBLICA.

Sob muitos aspectos, Scofield foi um mero representante influenciado pelos Irmãos de Plymouth, mas ao mesmo tempo, foi também um foco para o crescente reavivamento profético do MOVIMENTO MILENARISTA26 na América do Norte. As visões, mais tarde popularizadas por Scofield, foram também “marteladas”27 na forma atual por uma série de Conferências Bíblicas e Proféticas efetuadas em toda a América do Norte, a partir de 1868, que seguiam o padrão estabelecido por Darby e IRVING naquelas conferências de Albury e de Powerscourt (que ocorreram na Inglaterra) a partir dos anos 1830.

Tanto os “auxílios” para leitura da Bíblia como os tópicos dessas conferências sugerem, fortemente, que as reuniões foram resultado das viagens de J.N. Darby pelos Estados Unidos e da influência dos Irmãos de Plymouth.

Por exemplo, uma das resoluções adotadas pela Conferência de Niagara em 1878, apresenta uma clara e evidente ligação entre o DISPENSACIONALISMO DE DARBY e o SIONISMO CRISTÃO28 ,NO QUAL SCOFIELD ESTAVA SE TORNANDO UM ANSIOSO CONVERTIDO:
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“Cremos que o mundo não será convertido durante a atual dispensação, mas está rapidamente amadurecido para o julgamento, enquanto que haverá apostasia temerosa no corpo cristão de crentes; e então, o Senhor Jesus virá em pessoa para apresentar a idade do milênio, quando a Israel será restabelecido na sua própria terra, e a terra estará pleno do conhecimento do Senhor; e que este advento pessoal pré-milenar é a esperança abençoada que foi colocada diante de nós no Evangelho, para o qual nós deveríamos estar, constantemente, olhando: Lucas 12:35 – 40 ; 17: 26 – 30; 18:8; Atos 15:14 – 17 ; 2 Tess. 2:3-8; Tim. 3:1 – 5 ; Tit.2:11 – 15.”
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1Este significado, no entanto, não existe na linguagem de nenhum povo ou nação, tendo sido INVENTADO exclusivamente para servir esta doutrina. a partir da palavra “dispensação”, que aparece na Bíblia quando esta se refere à “dispensação da graça de Deus”, que significa o “fornecimento” dessa graça, sendo que seu significado verdadeiro, em qualquer idioma, é somente “fornecimento” ou “doação” e nada mais.

2 Um único propósito, da parte de Deus, para a salvação do homem.

3 É a “teologia” da igreja “tapa-buraco”.

4 A doutrina a respeito do “reinado milenar terrestre de “Cristo”” surgiu de um movimento herético chamado “milenarismo” (também conhecido como “pré-milenarismo”) que surgiu nos primeiros anos do cristianismo, contra o qual os primeiros apóstolos, principalmente Paulo, fizeram tudo para combater, pois tinha caráter judaizante. A esperança do milenarismo é de que um dia haverá uma nova vinda messiânica e que este “novo Cristo” iria implantar um “reinado milenar terrestre” depois da ressurreição dos mortos. Tal crença, além de ser materialista, pois reduz a esperança cristã à recompensas terrestres, teve origem no zoroastrismo babilônico, 700 anos antes de Cristo, e tem um perfil marcadamente pagão. Os babilônios também acreditavam que os mortos iriam ressuscitar e que um ser superior que seria uma “reencarnação”, de Zoroastro (o líder religioso que eles acreditavam ter sido “um dos messias”) iria implantar este reinado, em que toda a terra seria coberta de metal e os mortos estariam ressuscitados.

5 QUILIASMO é o mesmo que “doutrina sobre o milênio”, “milenarismo” ou “doutrina do reinado milenar terrestre de “Cristo””.

6“E logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências do ceu serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem...”(Mateus 24 19 e 30) Antes que todo olho veja Jesus vindo sobre as nuvens com poder e grande gloria, todos verão o seu sinal no céu, que é a sua mão, com a marca dos cravos da cruz, que sempre funcionou, desde a sua ressurreição como um forma de seus discípulos identificarem-no, pois estas chagas demonstravam e demonstrarão que ele era e é o Cristo crucificado e ressuscitado. Assim será também na sua vinda.

7(Ou seja, MILENARISTAS)

8(Ou seja, nem os judeus, nem os cristãos, consideram qualquer um destes escritos como inspirados por Deus)

9(ou seja, o período compreendido entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.)

10Sendo de descendência judaica ele também era conhecido pelo nome de rabino BEM EZRA, e sua doutrina era extremamente judaizante, pois levava a teoria sobre um reinado milenar terrestre de Cristo, governado a partir de Jerusalém às últimas conseqüências.

11A igreja apostólica católica carismática foi um movimento criado por EDWARD IRVING com base no livro “A vinda do messias em glória e majestade”, que havia sido escrito pelo padre jesuíta MANOEL DE LACUNZA (também conhecido como rabino Ben Ezra)

12Que é a PSICOGRAFIA praticada no espiritismo.

13Irmandade de Plymouth

14Esta concepção sobre haver, nas setenta semanas de Daniel uma espécie de “nicho” profético, ou seja, uma interrupção no decorrer do tempo profético, durante este intervalo entre a sexagésima nona semana e septuagésima semana, é uma afirmação de que a história da igreja não faz parte do cumprimento de nenhuma profecia bíblica, portanto, existindo, apenas, em uma espécie “buraco” no decurso do “tempo profético”. É a visão da “IGREJA “TAPA-BURACO””, que considera o “relógio profético” funcionando apenas para o “Israel político-econômico”, considerando, em outras palavras, este “relógio” completamente “parado” durante o período do cristianismo, e vendo este, apenas como uma forma encontrada por Deus, para preencher o “vazio profético”.

15HENRY DRUMMOND foi um rico banqueiro inglês, de descendência judaica, que militava no movimento político de direita chamado “sionismo cristão”. Ele costumava acompanhar o evangelista Dwight L. Moody excursões, fazendo papel de cantor. Drummond possuía poderes ocultos muito desenvolvidos a ponto de conseguir influenciar e hipnotizar pessoas e platéias a uma distância de 80 quilômetros. “Enquanto auxiliava Moody, em suas reuniões, ele notava que a platéia era, eventualmente, influenciada por seus poderes psíquicos.” (fonte: “ABC DO OCULTISMO”, Kurt Koch, páginas 297 e 298 Kegels Publicações).

16Também pouco importa se um outro grande pregador do prétribulacionismo, o “pastor” da congregação de Margareth, EDWARD IRVING, tenha divulgado esta doutrina com base nas “visões” dessa jovem durante um estado de transe ou baseado-se no livro católico “A VINDA DO MESSIAS EM GLORIA E MAJESTADE”, escrito pelo rabino judeu Ben Ezra, que era um PADRE JESUÍTA que também conhecido, também, pelo nome de MANOEL DE LACUNZA. Os fatos mais relevantes em tudo isso fora: 1)que Margareth Macdonald (apesar de participar de uma congregação considerada “cristã”) era, na verdade, uma praticante de feitiçaria, pois era capaz de exercer poderes psíquicos notáveis, tais como hipnose e levitação. Relevante. 2) que, antes de ser o dirigente desta congregação (que se chamava Igreja CATÓLICA Apostólica) e antes de começar a pregar a doutrina de “um arrebatamento antes da grande tribulação” o Sr. EDWARD IRVING havia sido excomungado, pela igreja presbiteriana da Inglaterra, por ter escrito uma tese a respeito da “pecabilidade da humanidade de Jesus”, afirmando que Jesus Cristo poderia pecar, antes de ter sido cheio do Espírito Santo, na ocasião do seu batismo.

17George Trumbill (biógrafo de Scofield)

18CANFIELD foi o outro biógrafo de Scofield.

19Se Scofield havia se convertido somente em 1879, seus cinqüenta anos de estudo bíblico terminariam somente no ano de 1929, ou seja, dezessete anos depois de ser publicada a segunda edição de sua Bíblia de Referência.

20...

21“Dividindo corretamente a palavra da verdade”: Até mesmo essas palavras, que se propõe a expressar o significado da referida obra, escondem, em si mesmas, duas técnicas de lavagem cerebral, cuja finalidade é incutir, de forma abusiva, a idéia do dispensacionalismo na mente das pessoas. Uma das técnicas empregadas chamada-se “confusão programada”, e a outra, de “artifício do medo”) Elas foram aplicadas por meio dos termos bíblicos usados em seu título, que estão estabelecendo, capciosamente, uma falsa conexão entre estas divisões heréticas das Escrituras e o versículo, ao qual este título se assemelha, que se encontra na II Timóteo 2: 13. A “CONFUSÃO PROGRAMADA” é estabelecida pelo fato de que Paulo nunca escreveu qualquer coisa a respeito dessas divisões, uma vez que elas nunca existiram; ao contrário disso, ele dizia que há “uma só fé, uma só esperança”, enquanto que o referido título lança, em suas entrelinhas, a falsa pressuposição de que Paulo estaria afirmando, categoricamente, que fazer estas divisões seria um “manejo correto” da “Palavra da Verdade”. (os termos bíblicos que, nele, foram usados dão, ao leitor, a impressão de que Paulo teria feito este comentário). A confusão proposital criada por esta afirmação categórica, porém sem fundamento, cria um estado mental de sugestionabilidade, que, além de impedir que o raciocínio humano faça uma análise crítica da informação apresentada, também faz com que esta informação, mesmo que seja inverídica, seja fixada na memória das pessoas de forma muita arraigada. A técnica do “ARTIFÍCIO DO MEDO” é aplicada pela insinuação de que, qualquer um que não considere estas divisões, seria de fato um obreiro que “não maneja bem a palavra da verdade” e que, portanto, seria uma pessoa que teria “do que se envergonhar”. Intimidando o leitor com o medo de ser envergonhado, o arranjo, feito com palavras deste título, cria um estado mental que fixa a informação na mente de forma muito profunda e difícil de ser alterada e, portanto, corrigida.

22Neste caso, a lavagem cerebral foi mais uma vez aplicada, usando um versículo bíblico para tornar categórica uma afirmação que Paulo nunca fez, isto é, o fato de Paulo ordenar que não façamos qualquer ofensa para gentios, judeus e para a Igreja de Deus, obviamente não significa que estas três classe de pessoas são distintas, pelo contrário, indica que não Deus não faz distinção entre as pessoas e que nós também não devemos fazer discriminação entre elas, pois Paulo afirmou: “...honra e paz a qualquer que faz o bem, primeiramente ao judeu e também ao grego, porque Deus não faz acepção de pessoas.”(Romanos 2: 10 e 11) E afirmou, ainda: “...que para com ele não há acepção de pessoas.” (Efésios 6: 9) Por outro lado, Pedro também fez a mesma afirmação ao dizer: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.” (Atos 10, 34) e: “...invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um.”(I Pedro 1: 17) Enquanto que Tiago recomenda: “Irmãos, não tenhais fé em Nosso Senhor Jesus Cristo Senhor da glória, em acepção de pessoas.”(Tiago 2: 1) A lavagem cerebral foi usada, portanto, para implantar uma mentira na mente das pessoas, pois, conforme pudemos constatar, as Escrituras dizem justamente que NÃO HÁ DIFERENTES CLASSES DE PESSOAS.

23“... de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, na sua carne, desfez a inimizade... para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo...”; “... OS GENTIOS SÃO CO-HERDEIROS, E DE UM MESMO CORPO...” (Efésios 2: 14 a 16 e Efésios 3: 6)

24O que significa recomendar que as pessoas que não crêem num arrebatamento antes da tribulação não devam ser consideradas cristãs pelos crentes, ou seja, que é o mesmo que preconizar que estas pessoas devam ser consideradas culpadas de heresia.

25Conforme vimos anteriormente, já nos tempos do trabalho de Darby, mesmo na Europa, preconizava-se que qualquer “desvio” desse “padrão de apelo evangelístico” deveria ser recebido com um “ressentimento amargo”, porque isso criaria, nas pessoas, um medo de fazer qualquer tipo de questionamento ou contestação contra o prétribulacionismo e o milenarismo e, mais tarde, também, impediria essa contestação contra o dispensacionalismo. As pessoas que discordassem se calariam para evitar confusões e aborrecimentos. O nome disso é lavagem cerebral. (técnica do “artifício do medo”)

26O milenarismo foi um movimento herético surgido nos primeiros anos do cristianismo, contra o qual os primeiros apóstolos, principalmente Paulo, fizeram tudo para combater, pois tinha caráter judaizante. A esperança do milenarismo é de que um dia haverá uma nova vinda messiânica e que este “novo Cristo” iria implantar um “reinado milenar terrestre” depois da ressurreição dos mortos. Tal crença, além de ser materialista, pois reduz a esperança cristã à recompensas terrestres, teve origem no zoroastrismo babilônico, 700 anos antes de Cristo, e tem um perfil marcadamente pagão. Os babilônios também acreditavam que os mortos iriam ressuscitar e que um ser superior que seria uma “reencarnação”, de Zoroastro (o líder religioso que eles acreditavam ter sido “um dos messias”) iria implantar este reinado, em que toda a terra seria coberta de metal e os mortos estariam ressuscitados.

27Por meio de lavagem cerebral

28O “sionismo cristão” é um movimento político religioso, conhecido nos Estados Unidos como “direita cristã”, que afirma que os cristãos devam auxiliar na reconstrução do templo de Salomão em Jerusalém (que sempre foi o objetivo dos templários e maçons – os pedreiros construtores do templo de Salomão). O “sionismo cristão” reivindica isso alegando que, se os cristãos enviarem recursos financeiros para a reedificação desse templo, isso permitiria que as profecias sobre o Anticristo se cumprissem, permitindo que ele se manifestasse o que (conforme prega o dispensacionalismo e o prétribulacionismo) se viesse a acontecer, faria com que Jesus viesse “mais cedo” para arrebatar secretamente a “igreja”. Por isso, os “sionistas cristãos” são conhecidos nos Estados Unidos como “cumpridores de profecia”, por serem aqueles que tentam “fazer Jesus Cristo voltar logo e arrebatar a igreja”. Por mais anticristão que tudo isso possa parecer, os cristãos norte-americanos têm enviado bilhões de dólares para Israel com esta finalidade. No entanto, para reconstruir este templo, é necessário que, primeiro, seja destruído o segundo mais importante santuário muçulmano do mundo, uma medida que promoveria uma terceira guerra mundial. Em outras palavras, com base nesta falsa doutrina, os “novos templários” estão fazendo uma “nova cruzada” contra os árabes, e estão usando os cristãos nominais, que deveriam amar o próximo, como seus instrumentos para dizimar milhões de árabes e assumir o controle das reservas petrolíferas do oriente médio, e também para fazê-los financiar a terceira guerra mundial.

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(Apocalipse 13: 16 a 18)

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